Você se preocupa com sua vida? #ELENÃO - um ensaio enquanto estamos em quarentena


O voto é uma das formas da cidadania ser exercida, seja em membros do legislativo ou do executivo, e o cidadão sempre nutre expectativas, onde os tão conhecidos políticos devem atuar com zelo e responsabilidade social.

Quando um candidato nas eleições vence, o cidadão que não votou nele - e sim no outro político que estava concorrendo - às vezes pensa que não teria legitimidade para cobrar suas as atribuições, mas isso é um erro! O cidadão tem o DEVER de cobrar independente se votou nele, então, não importa em quem você votou na eleição, o que importa é que ele exerce um cargo e deve ser cobrado e responsabilizado. O presidente que afirma ser atleta se tornou protetor dos nobres empresários-banqueiros - grande parte do seu fanático curral eleitoral -, e aquele falso discurso para levantar seu gado de que o “pobre” não pode deixar de trabalhar em um momento de quarentena - ABSOLUTA -, em um primeiro momento com a finalidade de preservar a saúde e a vida da população, se tornou um grande palanque de incitações ao ódio e ao terrorismo com o grupo trabalhador. Então, como preservar uma nação se você determina que ela caminhe para a morte? Caro leitor - eleitor -, agora você sabe quem serão os mais atingidos nesse CAOS? A FAVELA! Permitam-me que possamos pensar juntos, pelo menos, enquanto o capitalismo, que parece odiar atividades intelectuais, assim como o atual presidente, então vamos aproveitar enquanto #ELENÃO nos impõe o silêncio. Vivemos a sandice da total ausência de empatia e principalmente a IRRESPONSABILIDADE do antipresidente. Isso mesmo, ele ocupa o cargo de autoridade máxima do Poder Executivo e ali temos a figura de um antipresidente, que em inúmeros discursos usou – ainda usa - do ódio e terror aos opositores através do pode do cargo que ocupa e aproxima suas ideias ao protótipo do Fascismo, sendo que vivemos em um Estado Republicano, Democrático e Constitucional em essência, que resguarda os princípios dos cidadãos. Perceba que diante do cenário de um país recém- saído do período de ditadura militar, a Constituição Federal no ano de 1988, assim que entrou em vigor, ficou conhecida como “Constituição Cidadã”. Então, se pensarmos, antes das determinações de quarentena, o Estado do Rio de Janeiro sempre sofreu com o real sucateamento do serviço de saúde pública e com a ausência de pagamentos dos funcionários do Estado, para piorar as comunidades - SEMPRE - foram o alvo da - imbecil - (anti) ideia de uso de “snipers” para o policial se sentir legitimado para alvejar qualquer um que ele entendesse apresentar um risco, uma forma de “Counter-Strike” (CS) da vida real. E você caro leitor (a) pergunta: qual sentido desse parágrafo com o anterior? A resposta é: Se temos uma Constituição que resguarda inúmeros princípios e direitos do cidadão, como pode uma autoridade determinar o extermínio de um indivíduo? Por sinal, teve mais uma ideia infeliz o governador do Rio, quando se posicionou legitimando que a polícia prenda aquele que “supostamente” esteja violando a determinação de quarenta, pensem quem serão os cidadãos encaminhados para as delegacias (só imaginem esse filme de terror). Recapitulando, o (anti) presidente trouxe o seguinte tema: vamos combater o coronavírus. Até aí, tudo é o esperado considerando que praticamente todos os países pararam, mas o presidente ao retornar de viagem com suspeita de estar doente – de coronavírus -, e ser ter colocado toda nação em quarentena, fez - supostamente - exame para testar se confirmava ou não positivo do coronavírus. Não mostrou para a nação o exame (até hoje) e de forma infeliz, descumpriu o monitoramento por coronavírus e o mais grave que beira um crime, participou de um ato cumprimentando seus apoiadores em Brasília. Nesse ato, os poucos populares que ali se reuniram, louvavam seu governo correndo o risco de serem contaminados pelo próprio governante da doença que ele não tinha certeza se havia contraído - esquizofrenia total! Após abraçar seus apoiadores, o antipresidente recebeu inúmeras denúncias internacionais, e inclusive tramitam pedidos de impeachment contra si. Tal ato representa o reflexo da insatisfação. Não satisfeito, o antipresidente desafia o congresso nacional incitando seus eleitores a protestarem pelo fechamento do congresso, e se expondo diante do cenário mundial, na verdade expondo nossa nação ao ridículo, e assim nasceu o novo João Figueiredo - general que não controlou a crise econômica de 1985. Na manhã do dia 31/03, em entrevista, o antipresidente iniciou ataques diretos a própria mídia, num discurso acalorado levantou seu coro de eleitores - gado - hostilizados os repórteres que apenas perguntavam se o antipresidente iria manter sua postura de descredibilizar as orientações do ministro da saúde. A resposta dele foi constranger os jornalistas com a manifestação dos seus famosos – “minions” - que fizeram todos os repórteres abandonarem a entrevista - de uma forma constrangedora apenas para o antipresidente - reflexo de um ditador que não tem argumentos que sustentem seus próprios argumentos, então faz uso da força de terceiros, apesar de se dizer “atleta”. De forma assustadora nasceu um terrorismo interno, o novo discurso do presidente que fundamenta sua visão em favor dos empresários/burgueses, que dependem da mão-de-obra trabalhadora, e chegaram a seguinte reflexão: de que a classe trabalhadora precisa receber seu salário (!?) - o que é óbvio - e a forma de coagir essa classe é afirmando que irão ficar sem dinheiro se não trabalharem (!?). Ou seja, a quarentena foi imposta pelo próprio Estado e ele mesmo afirma ser um erro - momento que precisamos dar uma pausa no texto e rir um pouco. Num incoerente discurso, colocando em risco toda uma classe trabalhadora que se vê refém de discursos calorosos de um tirano, considerando que o novo discursos do chefe do executivo reflete apenas o desespero de grande parte dos empresários que perceberam que o comércio necessita de mãos-de-obra dos trabalhadores - o que é óbvio - mas não tão óbvio quando a quarentena foi imposta. Sequer temos saneamento básico no Rio de Janeiro, inclusive, VIRAMOS O ANO BEBENDO E TOMANDO BANHO DE EXCREMENTO DA CEDAE! E voltamos ao tema desse texto, o presidente - DEJETO -, como qualquer governante que perde o foco de seus discursos, penso que para garantir uma “simpatia popular”, afirmou que queria “poupar” a vida da nação quando a colocou todos em quarentena, mas discursa hoje - dias após a imposição da quarenta - que todos iremos morrer um dia. Se isso não é banalizar a vida, não sei ao certo o que é, penso ser ausência de empatia com os quase 200 (duzentos) falecidos com Corona. Quando o antipresidente não para de falar em “gripezinha” ele aparenta ter acertado o discurso de grande parte de seus eleitores, o mesmo grupo que ecoa nas ruas o ódio das suas palavras sem sentido semântico de que o “Brasil não pode parar” (!?) Quem disse que o Brasil parou? O cavaleiro alado do apocalipse, que não compõe o quadro de NENHUM partido político - o que já gera uma certa incoerência em seus discursos – assim, talvez, a vergonha de tê-lo não precisaria ser partilhada entre pares de partido, a impressão é de que ninguém o quer por perto, parece que até as forças armadas também não o querem, apenas usam de seu palanque para trazer as sombras da ditadura - e mesmo assim, o rebelde, insiste no desatino argumento da sua tão sonhada ditadura – peço mais uma pausa reflexiva, senão, uma pausa com evidente e manifesta repulsa dessas ideias -, se é que são ideias (!). Se vocês acompanham as notícias, os pronunciamentos do vice-presidente Mourão, de forma “estranha”, desautorizam os discursos do presidente. Mas em suas janelas 20h:30min os cariocas, mantém panelaços (espero que continuem firmes nisso) contra um presidente que não sabe o que quer (na verdade, sabemos o que ele quer, o negócio é termos certeza do o que nós queremos (#ELENÃO). O (anti) presidente ao sustentar um discurso de que as pessoas devem enfrentar um VÍRUS como “homens” e não como “moleques” é na verdade afastar sua própria legitimidade de ter determinado a quarentena e o estado de calamidade pública e se tornar um moleque que não sabe o que faz no cargo que pensa exercer, apesar de sabermos que ele não pensa (!). Todos estamos em “home office”, NINGUÉM PAROU! Não precisamos de mais provas de que o atual presidente além de personificar uma “antifigura” apenas evidencia seu despreparo técnico que beira uma bipolaridade de ideias, demonstram o fracasso da sua gestão, inclusive desconheço um presidente (pós Constituição de 1988) que teve uma entrevista abandonada por jornalistas, e isso foi apenas uma resposta humana diante dos atos antidemocráticos do antipresidente. A resistência está viva caro leitor (a) - eleitor (a) - reflita que vivemos um período de quarentena, com informações desencontradas de uma doença que todos desconhecem, preservem em primeiro lugar suas vidas, mas reflitam que não vivemos apenas o período do Corona – que por sinal é apenas o início da doença no Brasil, conforme amplamente divulgado pela Organização Mundial da Saúde -, temos também a dengue, o sarampo entre inúmeras doenças graves, e muitas dessas, justamente por falta de assistência básica de saúde. Enquanto vivermos uma espécie de “estado de abandono”, melhor ficarmos em casa sim e não nos arriscar em meio a uma pandemia incontrolável. Se cuidem, repito, mas em casa, e façam bom uso de suas panelas todos os dias às 20h:30min contra um aintigovernante autoritário. Felipe Braga, advogado Revisão - Flávio Biolchini, advogado e Júlio Godinho, estagiário de Direito

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