TSE determina suspensão imediata das mentiras de Bolsonaro na propaganda eleitoral

Nesta quarta-feira (12), o ministro do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, Paulo de Tarso Sanseverino, determinou a suspensão imediata da propaganda eleitoral em que Bolsonaro questiona a inocência de Luiz Inácio Lula da Silva. O material contém ofensas e fatos inverídicos. A multa é de 50 mil reais por cada divulgação.


Lula arrasta multidão no Complexo do Alemão. A visita repercurtiu muito bem junto aos moradores Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

De acordo com o ministro, as expressões foram usadas de forma abusiva, em violação ao princípio constitucional da presunção da inocência, que se aplica a todos os cidadãos “Verifica-se que, como alegado, a propaganda eleitoral impugnada é ilícita, pois atribui ao candidato à conduta de ‘corrupto’ e ‘ladrão’, não observando a legislação eleitoral regente e a regra de tratamento fundamental na garantia constitucional de inocência e não culpabilidade”, contou o ministro.

Lula tem 26 vitórias na justiça e nunca houve qualquer prova contra ele. O Supremo Tribunal Federal – STF, e a Organização das Nações Unidas – ONU, reconheceram que o ex presidente foi julgado sem crime, e que ele foi vítima de perseguição política e midiática.


O governo Bolsonaro e seus aliados, são grandes produtores de fakenews, e nesta quarta-feira(12) mesmo, já criaram uma nova mentira. Em sua caminhada no Complexo do Alemão, Lula usava um boné com a sigla “CPX”, como é chamado o Complexo do Alemão por moradores. Notícias que circulavam na internet, queriam enganar o eleitor dizendo que a sigla é relacionada ao tráfico. O jornal voz das comunidades se pronunciou em suas redes sociais em defesa de Lula: “É mentira que a sigla no boné usado por Lula durante a caminhada no Complexo do Alemão é relacionada ao tráfico. CPX é a sigla de Complexo e é muito utilizada nas redes sociais por moradores jovens e um complexo é um conjunto de favelas de uma mesma região. No Rio de Janeiro, existem vários complexos, como: Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Complexo da Maré, que são comunidades agrupadas em um único território”, publicou.


Além disso, a página Rio de Janeiro de Notícias, veiculou também uma notícia em que diz que a visita do Lula ao complexo foi um acordo com o tráfico, o que não é verdade. Quem organizou a ida do candidato foi sua esposa Janja, juntamente com o Rene Silva, fundador do principal jornal comunitário da região. A favela foi escolhida por ser um local com muitas obras do PAC, programa do seu governo que visava estimular o crescimento da economia brasileira, através do investimento em obras de infraestrutura, como por exemplo, ferrovias, portos, aeroportos, redes de esgoto, geração de energia, e existiu até 2019, ano em que os investimentos foram cortados pelo governo Bolsonaro.

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