Rumba faz relato grave da tragédia e traz o grito do quilombo

O líder comunitário do Jacarezinho, Rumba Gabriel, faz um alerta dramático: “Eles não vão parar de nos matar!!”

Rumba disse que o Jacarezinho sempre foi um território de resistência à ditadura. Dois partidos políticos tinham sede na favela, muitos ativistas atuavam diretamente na comunidade, onde a convivência, embora difícil e muito pobre, era alegre e com garra para lutar contra a opressão.

Ali, naquele território, todos eram bem-vindos. E estas ações politizavam o povo da favela.

Mas, de repente, tudo isto foi deixando de existir porque a maioria dos ativistas e militantes saiu para lutar em outra dimensão, quando os partidos de esquerda ocuparam o poder provisoriamente.

E, segundo Rumba, a favela foi abandonada. Rumba afirma que existem poucos líderes na comunidade, “somos um quilombo de resistência”, diz ele. Mesmo muitas entidades e ongs que usam o discurso de esquerda e defesa das comunidades pobres permaneceram aqui, abandonaram estes territórios.

Rumba fez também um relato forte da chacina e falou que alguns dos corpos caídos nos becos foram arrastados pela rua e um destes cadáveres foi vilipendiado, colocado deitado numa cadeira com um dedo na boca... ato covarde e vil.



Naturalmente, Rumba reconhece que tudo isto faz parte de uma trama ideológica política de extermínio dos pobres e negros da periferia, das favelas. E traz, no final, um discurso de esperança de que a vida volte a ser melhor, que os terreiros voltem a bater seus tambores e o cidadão da favela tenha uma vida mais digna e humana.

Veja e escute este grito vindo do quilombo, o forte apelo do Rumba para uma liuta mais permanente por uma sociedade mais justa e humana.

https://www.instagram.com/tv/COrAmRgpxwl/?igshid=rscgods5qpt



212 visualizações