Radar Covid-19 Favelas traz especial sobre a Zona Oeste

A sexta edição do Radar Covid-19 Favelas traz o especial Pandemia e Extrema Zona Oeste com série de textos sobre as mobilizações em andamento nos bairros mais pobres da Zona Oeste do Rio de Janeiro, entre eles, um relatório de impacto da pandemia de Covid-19 na região. As concessões de serviços da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) à iniciativa privada e a demanda da vacina contra Covid-19 para todos também são destaque.

A seção Megafone destaca as denúncias de moradores que tiveram suas casas invadidas durante operação policial na favela do Santa Marta, na Zona Sul do Rio de Janeiro, noticiadas pelo Portal Favela. Também nessa seção, moradores de pelo menos 50 bairros do Rio de Janeiro relatam cheiro ruim e gosto estranho na água, entre eles, Piedade, Engenho de Dentro, Bangu, Senador Camará, Vila Valqueire e Sulacap. Após a “crise da geosmina”, em que foi comprovada a presença de esgoto doméstico e poluição industrial na água, os relatos descrevem o temor por uma nova crise hídrica do Estado.


Ainda no Megafone: decisão do Supremo Tribunal Federal suspende novamente despejos e remoções durante a pandemia; "Plano de Metas Favela Cidadã" projeta ações para o desenvolvimento das favelas e territórios populares; Fundação Oswaldo Cruz recebe repasse de recursos financeiros para enfrentamento da pandemia nas favelas; Mobilização pelo direito das favelas à vacinação reivindica que a vacina seja gratuita e pública, distribuída através do Sistema Único de Saúde (SUS) e com acesso garantido para todas e todos; e, por fim, Justiça Federal condena União após a morte da vítima de disparo efetuado por agentes das Forças Armadas em confronto com criminosos no Complexo da Maré, no dia 15 de março de 2015.


Em O que tá pegando nas favelas?, o depoimento de Vitória da Silva Cruz Guimarães, de 19 anos, abre o caderno denunciando o assassinato do pai durante uma operação policial na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, no dia 4 de janeiro desse ano. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em Manguinhos, se encontra fechada desde o dia 6 de janeiro, segundo texto da jornalista e moradora, Renata Dutra. A unidade, que atende toda região de Manguinhos e adjacências, foi fechada sem aviso prévio e os pacientes foram transferidos. O texto Enchentes em Manguinhos, da mesma autora, traz detalhes sobre as condições de vida e resistência de moradores de Manguinhos durante as enchentes que invadiram as casas no dia 2 de janeiro desse ano. O morador da Rocinha, Antônio Xaolim, trata dos temporais que causaram uma das maiores enchentes e alagamentos na favela no dia 22 de setembro do ano passado e das suas consequências no texto intitulado Chuvas na Rocinha.


Confira a edição completa clicando aqui.

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