Quem disse que baile funk não combina com isolamento social?


Foto: Brigadas Populares


O baile funk está diretamente associado à aglomeração de pessoas. Em tempos de pandemia, pensar nesse lazer pode parecer um disparate e total descumprimento das recomendações da OMS. Mc Galo, presidente do grupo Relíquias do Funk, provou que é possível curtir o pancadão, protestar contra o prefeito, promover a solidariedade e manter o isolamento social.

Com o apoio da FAFERJ (Federação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro) e das Brigadas Populares, o evento aconteceu na laje do artista, no Roupa Suja, área da favela da Rocinha, no Dia do Trabalhador. O que ecoou das caixas de som não foi apenas rap, mas palavras de conscientização sobre o coronavírus e demandas da classe trabalhadora.

MC´s locais como Fabinho Zona Sul e Padilha também participaram, cada um de uma parte da laje, a fim de respeitar o distanciamento seguro. Durante o baile funk, os artistas estimularam doações para o Fundo Solidário Emergencial, organizado pelas Brigadas Populares, em benefício de ocupações urbanas, favelas e comunidades vulneráveis financeiramente (o link se encontra na seção do Portal Favelas “Campanhas de Doação”).


O Baile da Solidariedade, nome dado ao evento, apoiou a hashtag #PagaLogoCrivella, referente à Renda Básica Carioca, aprovada pela Câmara Municipal e ainda não efetivada pelo prefeito da cidade. Essas não foram as únicas reivindicações funkeiras, MC Galo e seus amigos também protestaram contra a instalação do tomógrafo na Igreja Universal na entrada da favela. Os moradores desejam que o equipamento seja instalado em uma unidade de saúde e não em estabelecimento religioso (como divulgado na matéria postada pelo portal intitulada "Fala Roça denuncia: Prefeitura instalará tomógrafo na Igreja Universal da Rocinha, não na UPA!".


Pelo jeito baile funk é um bom programa mesmo na quarentena.


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