Primeira pesquisa para segundo turno dá a Lula 10 pontos na frente

A pesquisa do IPEC apontou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 51% de intenção de votos no segundo turno e que o presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) tem 43%. Nos votos válidos, o levantamento apontou que Lula tem 55%, e Bolsonaro, 45%. Para calcular os votos válidos, são excluídos os brancos, os nulos e os de eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.


Neste início de campanha para decidir quem será o próximo presidente, os candidatos Ciro Gomes e Simone Tebet, declararam apoio ao ex-presidente Lula no segundo turno das eleições presidenciais. Quem também declarou apoio foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nas suas redes sociais “Neste segundo turno voto por uma história de luta pela democracia e inclusão social. Voto em Luiz Inácio Lula da Silva”, publicou

O ex-presidente e candidato à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, fez história no primeiro turno das eleições 2022, isso porque essa foi a vez que mais conquistou votos em primeiro turno desde quando começou a se candidatar, em 1989. E pela primeira vez um candidato à reeleição chega atrás na disputa.

Na noite de domingo, dia 02 de outubro, aconteceu a apuração dos votos para presidente, senador, governador, deputado federal e deputado estadual, e a votação para presidente foi para segundo turno, que acontece no dia 30 de outubro. Lula saiu na frente com 48,4%, contabilizando 57.259.504 votos, já Bolsonaro, teve 43,2%, somando 51.072.345 votos.

Além disso, o ex-presidente também atingiu a marca de terceira melhor votação da história da humanidade, ficando atrás do presidente da Indonésia, Susilo Yudhoyono, eleito com 69,27 milhões de votos em 2004, e do presidente americano George W. Bush também em 2004.

Dentre os municípios que Lula ganhou mais votos estão: municípios do estado do Piauí e Pernambuco, com 90%. Observe o ranking.


  1. Guaribas, Piauí 92,14%

  2. Fartura do Piauí, Piauí 91,44%

  3. Carnaubeira da Penha, Pernambuco 91,26%

  4. Campinas do Piauí, Piauí 90,92%

  5. Capitão Gervásio Oliveira, Piauí 90,58%

  6. Terra Nova, Pernambuco 90,28%

  7. São Braz do Piauí, Piauí 90,07%

  8. Curral Novo do Piauí, Piauí 90,06%

  9. Brejo do Piauí, Piauí 89,88%

  10. Nova Santa Rita, Piauí 89,83%

  11. Boquira, Bahia 89,74%


O Governo Lula sempre esteve à frente em questões de raça, gênero, meio ambiente, desigualdades sociais e acesso à universidade “Eu queria que você apenas compreendesse que a lei de cotas é o pagamento de uma dívida que o Brasil tem de 350 anos de escravidão. A lei de cotas permite que a gente tenha a possibilidade de enfrentar o racismo, o preconceito, a marginalização e de dar ao povo periférico a oportunidade de estudar e de ter direito nesse país”, disse no debate que aconteceu na Globo. No governo, foram criados programas como o Prouni e o Fies, que permitiram que o número de estudantes universitários mais do que dobrasse, aumentando 4,5 milhões de vagas para mais de 8 milhões de universitários em 2015. No governo do PT, o número de matrículas universitárias aumentou 130%.

Em 2002, eram 3,4 milhões de vagas, e em 2015 pularam para 8,02 milhões de universitários no Brasil, além de ter sido o responsável pela criação de 18 novas universidades federais e 184 novos campus universitários ao redor do Brasil, levando educação de qualidade para o interior. “Eu sou um presidente que não tem diploma universitário, mas que tirou o país de 4,5 estudantes universitários para 8,5 milhões. Vocês não sabem o orgulho que eu tenho de ter filho de empregada doméstica na universidade, fazendo engenharia, medicina, diplomacia. Essa é a coisa importante que precisamos fazer, dar a oportunidade à pessoas de terem direito à cidadania”, disse.

Já no governo Bolsonaro, houve o congelamento ao acesso às universidades públicas, isso porque o governo de Jair Bolsonaro vem promovendo os maiores cortes orçamentários da pasta nos últimos anos, reduzindo o orçamento para o menor patamar da década (mesmo com o aumento da população brasileira).



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