Portal Favelas apresenta sua nova Identidade visual


Quinta-feira (26), foi mais um dia especial para as equipes de coordenação e de jornalismo do Portal Favelas. Em evento no Jacarezinho, as equipes fizeram um relato das principais atividades do portal para os parceiros da Fiocruz e da UFRJ. e aconteceu a Inauguração da Nova identidade visual do Portal Favelas e uma confraternização da equipe no bar do Rumba, localizado no Jacarezinho.

Na ocasião aconteceu também a apresentação do projeto, com o andamento, estratégias e plano de trabalho para a representantes da Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz, um dos parceiros do Portal Favelas. Estiveram presentes o Coordenador geral do projeto “Combate ao Covid-19 nas Favelas”, Richalls Martins, o assessor técnico Antônio Henrique, e o Valcler Rangel, assessor da Presidente da Fiocruz, Nísia Trindade.

A nova logo marca, tem uma pegada moderna e a proposta é mostrar que o Portal é um misto de cores vibrantes com a tipologia estilizada e única. Tem em seu símbolo pictogramas e a remissão a algumas conceituações elementares acerca da comunicação: alcance e potência, representados através dos dois arcos estilizados.




Já no dia 11 de junho, às 10h, o Portal Favelas fará um encontro envolvendo todos os seus parceiros, no Museu da Maré. Lá será debatido as novas estratégias de comunicação, além de apresentar de forma mais ampla todo o trabalho realizado até aqui. No evento estarão presentes representantes das seguintes instituições: ICS, ICL, FNDC, MST, entre outros.

Se você ou/e sua instituição quer conhecer mais sobre o trabalho do Portal Favelas, você é nosso convidado.




Situação do Jacarezinho


A comunidade do Jacarezinho foi escolhida para a realização do evento com os parceiros e a apresentação da nova mar porque é a favela que sofreu a operação da Polícia Militar e Civil mais letal da história do Rio de Janeiro e é onde mora o idealizador do Portal Favelas, Rumba Gabriel. A favela está ocupada pela Polícia Militar e tropas especiais, desde fevereiro deste ano, provocando uma série de polêmicas e queixas dos moradoresque relatam abuso policial, além de constantes tiroteios.


Na manhã de quinta-feira, momento em que a equipe do Portal favelas se reunia, foi possível ver policiais circulando na favela com as armas apontadas para quem transitava pelas ruas e vielas da comunidade. Um dos policiais ameaçou levar o celular de um dos nossos jornalistas porque ele estava filmando aquela movimentação. Mas a situação foi contornada com diálogo e nem mesmo precisou ser paralisada a atividade que se realizada no interior do bar.


O projeto do Governo do Estado do Rio de Janeiro, previa investimento de 500 milhões, entre as ações estavam: regularização de propriedade, saneamento, revitalização do reservatório do azul, entre outras. E trabalha com os seguintes eixos de atuação: social, econômico, infraestrutura, transparência, diálogo, governança e segurança. Mas de acordo com os moradores, o que tem acontecido é o contrário disso. Há relatos de invasão as casas, furtos nas residências, falta de preparo dos polícias, além da falta de diálogo com a população, abuso psicológico e sexual.

Ainda segundo os moradores o projeto não entregou as ações apresentadas. De acordo com um balanço divulgado pelo governo, cerca de 250 mulheres estão inscritas no “Desenvolve Mulher”, um projeto da área social criado para capacitação profissional. Já o esporte recebeu cerca de 400 inscrições.

A favela que sofreu a chacina mais letal da história do estado do Rio de Janeiro, ainda sofre as consequências dessa atrocidade. Isso porque segundo relatos, os policiais intimidam os moradores e fazem disparos a qualquer hora e em plena luz do dia. Após a chacina, o Mistério Público, contabilizou pelo menos 624 ações policiais excepcionais no estado do Rio.

Os moradores e entidades ligadas aos direitos humanos chegaram a instalar um memorial às vítimas, no dia 06 de maio passado, um ano após a chacina, mas o monumento foi destruído pelos policiais quatro dias após o evento. O Portal Favelas continuará atento para denunciar todas as injustiças e violação de direitos que acontecerem naquela favela e em qualquer outro território do Rio de Janeiro e do país.

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