Operação Policial em Maguinhos deixa mortos e feridos

Na tarde desta quarta-feira (18), nova operação policial no Rio de Janeiro deixa um saldo ainda inexato de vítimas. Dessa vez foi no Complexo de Manguinhos, localizado na zona norte da cidade e começou por volta das 14H, quando um intenso tiroteio provocou fechamento de comércio e deixou estudantes acuados nas escolas. Até o início da noite as informações eram desencontradas sobre as vítimas. Falava-se que pelo menos um policial e até de uma criança teriam sido mortos em decorrência do tiroteio. No twitter, uma moradora desabafou indignada: “o Estado do Rio de Janeiro acaba de matar mais uma criança na favela de Manguinhos, com o aval da guerra às drogas. Quantas drogas tem na zona sul, porque só nossas crianças morrem? Governo racista!”!

De acordo com a matéria publicada pelo Jornal O Dia, a ação policial foi motivada após disparos de arma de fogo atingirem três carros da Polícia Civil, pela manhã, nas proximidades da favela. Em nota a Polícia Civil disse que as carros foram alvejados ao passarem na altura de Manguinhos e que, “após intenso confronto, foi solicitada a presença do helicóptero para apoio aéreo e preservação da segurança dos policiais e moradores”.

Relatos de moradores dão conta que os tiros estavam sendo disparados pelo helicóptero da polícia militar e da torre da cidade da polícia, que tem ampla visão para a favela de Manguinhos. A unidade fica localizada entre as favelas de Manguinhos e Jacarezinho e ambas fazem parte do projeto Cidade Integrada, do Governador Cláudio Castro. Na ação, moradores foram baleados e levados para a UPA – Unidade de Pronto Atendimento. Um estudante do Colégio Clóvis Monteiro enviou uma mensagem de whatsap em tom dramático: “Pede ajuda a alguém nos grupos aí, os policiais estão dando tiro da torre. Tem helicóptero e tudo”.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver o helicóptero da polícia sobrevoando a favela e realizando disparos.



Por conta da violência os moradores foram para as ruas protestar e pediram a retirada das tropas policiais que, até o momento do fechamento desta matéria ainda ocupavam as ruas e vielas de Manguinhos e entorno. No protesto eram entoados gritos de “Polícia Assassina”.

A operação começou em horário em que as pessoas mais transitam pela comunidade, e de acordo com funcionários da Fiocruz, o ônibus que circula pela Leopoldo Bulhões com o objetivo de transportar seus prestadores de serviço teve que alterar a sua rota. Além disso, as escolas foram fechadas. E por volta das 16H a circulação dos trens do Ramal Saracuruna foi suspenso.

Em outro vídeo que circula nas redes sociais é possível ver os agentes de segurança efetuando disparos para cima para dispersar as pessoas que estavam na rua protestando.



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