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Operação da Polícia Civil no Complexo da Maré fecha escolas e unidades de saúde

Com relatos de muitos disparos, operação que começou por volta das 10h desta quinta-feira (02/03), causa terror na rotina do morador da Maré.




A manhã desta quinta-feira (02/03), começou com insegurança para os moradores do Complexo da Maré, isso porque por volta das 10h, começou uma operação da Polícia Civil que contou com Agentes da Coordenadoria de Operações Especiais(Core), da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) e da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), com apoio de diversas Delegacias do Departamento Geral de Polícia Especial (DGPE).


Segundo moradores houve tiroteio em confronto intenso entre policiais e traficantes com presença de blindados e helicópteros no conjunto Esperança, Timbau, Vila dos Pinheiros e Vila do João.


Até o momento, a operação que continua em andamento, e de acordo com relatos de moradores houve invasão a suas casas no Morro do Timbau e há moradores buscando abrigo na Clínica da Família do Pinheiro. Em imagens que circulam nas redes sociais, professores e alunos de uma escola da região deitam no chão para se protegerem das intensas trocas de tiros.


Pela operação acontecer em horário comercial, escolas e unidades de saúde tiveram que fechar por segurança. Este é o segundo dia na semana que moradores sofrem com intensas trocas de tiros, no dia 28/02, por volta das 16h houve intensas trocas de tiros em Manguinhos, nas proximidades da estação de trem, atingindo uma casa com 8 tiros e duas pessoas feridas, que foram encaminhadas para o hospital em caso grave.


Em um relato de uma pessoa que saia da Fiocruz, ela mostra sua insatisfação com a falta de segurança, “está ocorrendo direto. Hoje é na Maré e anteontem foi em Manguinhos em frente a uma das entradas da Fiocruz em horário de saída da escola. Desespero e pânico de moradores, crianças, trabalhadores da Fiocruz… Eu mesma fui uma que tive que correr do tiroteio que se iniciou assim que saí do Centro de Saúde. Não há saúde mental vivendo e trabalhando assim sem trégua”.


O Portal Favelas segue apurando a operação que continua em andamento na região.




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