Museu de Arte Contemporânea - 25 anos


Um disco voador sobrevoa o Rio de Janeiro, passa pelo Cristo Redentor, pelo Pão de Açúcar, pelo Maracanã, atravessa a Baía de Guanabara e pousa em Niterói. A nave é o Museu de Arte Contemporânea (MAC) e o piloto, o arquiteto Oscar Niemeyer, responsável pelo projeto. Ele sai da nave, se apresenta e desce a longa rampa avermelhada do monumento.

Quem conhece o arquiteto acha divertido ele ter aceitado embarcar na brincadeira do diretor de cinema belga Marc-Henri Wajnberg, assumindo de vez uma das comparações feitas ao seu projeto. O registro está eternizado no documentário Oscar Niemeyer, um arquiteto comprometido com o século, lançado em 2000.

Símbolo da cidade de Niterói, o MAC completa hoje, 02/09, 25 anos desde a inauguração, em 1996. São muitas as comparações: além de disco voador, ele é comparado a uma taça ou mesmo a uma flor. Independente do que possa parecer, não há dúvida de que o monumento está entre os mais influentes do mundo.


De acordo com o vice-presidente da Fundação Oscar Niemeyer e professor de arquitetura da Universidade Federal Fluminense, José Pessoa, o MAC é uma das obras de grande qualidade da última fase de criação de Niemeyer, caracterizada pela simplificação da forma aliada ao arrojo tecnológico. "Niemeyer procurava fazer prédios como se estivessem voando ou flutuando. O MAC é isso. Ele dizia que era como se fosse uma flor".


Pessoa destaca algumas curiosidades sobre o museu. Uma delas é uma certa ilusão de ótica no interior. Os visitantes têm a sensação de que as paredes são curvas, por causa do formato do edifício, mas elas não são. Além disso, o carpete sobe um pouco pela parede, dando continuidade ao piso. "É como se brincasse com o seu olhar. O chão sobe pela parede, a parede reta parece curva. Tem uma coisa lúdica especial no museu".



A rampa de acesso também é um destaque da obra. Niemeyer a caracterizou como um passeio na arquitetura. "À primeira vista, de fora, é uma coisa ilógica. Não é uma rampa direta de acesso à entrada. Ela dá uma volta. Mas, quando se percorre a rampa, percebe-se que a intenção era projetar aquela rampa. Ela percorre visualmente toda a área, toda a Baía de Guanabara", explica Pessoa. Fonte : Agência Nacional de Notícias


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