Mulheres negras se unem para contar suas experiências de vida em livro

As peças estão se movendo no tabuleiro social. Quem sofre já não aceita fazê-lo em silêncio. Quem vence barreiras que pensava intransponíveis quer soltar seu grito de vitória. Quem tradicionalmente foi destituído de voz assume o microfone e o centro do palco. O livro é uma pequena contribuição à amplificação das "Vozes Femininas Negras", mulheres pretas não cabem mais em estereótipos e querem ser reconhecidas como únicas. Elas se sabem sujeitos de relevância, capazes, donas de sua história, plenas de seus direitos, cientes de sua força.

Com organização de Carla Cintia Conteiro, o livro foi escrito por Ana Beatriz Silva, Carla Cintia Conteiro, Denise Rogério Pereira, Elaine Marcelina, Eliana Barcellos, Elydia Fabricio, Fabíola Machado, Fernanda Franco, Fernanda Pacheco, Joanna Franco, Juliana Gomes, Juliane Gamboa, Katia Pires Chagas, Luana Rodrigues, Lucia de Oliveira, Mellina Conteiro, Mônica Reis, Noêmia Duque, Octacília da Silva Barbosa, Patrícia Carvalho, Priscila Conteiro, Sandra Lúcia Aleixo da Silva (Obarewaju), Valeria Lima.


No livro conhecemos os pensamentos e os sentimentos de mulheres negras de diversas origens, com diversas histórias. Temos jovens, com seus fones conectados aos sons do porvir, e mulheres negras maduras, enraizadas nos ecos dos tambores ancestrais. Conhecemos dramas e alegrias, a recente paixão pela natureza dos seus próprios fios de cabelos, luta e dor, mas também sobre acolhimento, afeto, a importância da educação e da nossa cultura.Quem são essas mulheres? São pessoas que saíram de debaixo das marquises para a final do Prêmio Jabuti; do subúrbio carioca para o mundo; da memória de sua família para a as páginas de um livro; de um lar abusivo para a dignidade e para a construção de uma família. São autoras premiadas e estreantes provocadas a escrever ou a finalmente tornarem públicos seus

escritos.



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