Mostra Afroperformacidades segue com segundo dia de atividades na Uerj

Em continuidade ao Cineclube, sequência aborda ancestralidade, corpos e sexualidades sobre olhares de tempo e espaço numa perspectiva negra.


O segundo dia de atrações na mostra Afroperfomacidades segue a todo vapor sob a curadoria de Ana Paula Ribeiro e Cynthia Nogueira com organização de Denise Espírito Santo. Na noite de quinta-feira (17/11) o Teatro Noel Rosa, Centro Cultural COART na Uerj do Maracanã, foi mais uma vez o palco da mostra seguindo a agenda.


Desta vez, os filmes retrataram as relações entre ancestralidade, corpos e sexualidades dissidentes desdobrando-se também em um olhar sobre as temporalidades e espacialidades negras. O sentido da transgressão presente na inversão da imagem associada ao signo do orixá Exú aponta as diversas possibilidades estéticas e narrativas, entre o cinema expandido, a performance e o documentário, de expressão das subjetividades, memórias e modos de resistência e (re) existência de sujeitos afro - diaspóricos da comunidade LGBTQIAP+.



A mostra teve abertura com a performance “Suspeito”, do Grupo Cor do Brasil de Alessandro Conceição, Cachalote Mattos, Edson Ramos, Gabriel Horsth e Marcelo Heleno.


Em seguida, o Cineclube seguiu com os filmes “Guardião do Caminhos”, de Milena Manfredini. A partir do simbolismo e da mítica sobre o orixá Exú, senhor de todos os caminhos. O curta aponta leituras desse mensageiro de caminhos.


O filme “Arco do Tempo”, de Juan Rodrigues. Em “Arco do Tempo”, corpos negros atravessam o tempo. Terceira parte da trilogia da bicha preta, formada por uma série de híbridos entre documentário, videoarte e performance que exploram questões de ancestralidade, do corpo e espaço da bicha preta .


O filme “ As canções de uma bixa velha”, de André Sandino. Ele trás uma conversa sobre o tempo: O envelhecer do homem negro gay retratado por Márcia Januário a partir do seu espetáculo “ As canções de amor de amor de uma bixa velha”.


E o filme “Joãosinho da Goméia” , de Janaína Oliveira ReFem e Rodrigo Dutra. O filme apresenta Joãosinho da Goméia como narrador principal de sua história. Com músicas cantadas por ele, performances provocadoras e arquivos diversos que ressaltam o quanto ele é importante para as religiões de matriz africana. A Rainha Elizabeth II disse que se o candomblé tivesse um rei , esse seria Joãosinho da Goméia, o Rei do Candomblé.


Ao final da exibição de filmes a mostra contou com uma roda de conversa composta por Cynthia Nogueira , Alessandro Conceição, Cachalote Mattos , Gabriel Horsth e Juan Rodrigues contando ao público seus olhares , construções e inspirações por trás dos filmes e performance.


A programação da mostra se encerra hoje , sexta-feira 18/11 na FEBF às 19h , extensão da Uerj na Baixada Fluminense, em Duque de Caxias.


Lembrando que a participação na mostra credencia ao certificado de participação em atividades acadêmico-científico-culturais.








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