• Xico Teixeira; jornalista do Portal

Morre de Covid o fotógrafo da Amazônia

https://brasil.elpais.com/brasil/2021-04-21/lilo-clareto-os-olhos-do-mundo-na-amazonia-morre-de-covid-19-em-sao-paulo.html

No dia 21 de abril, Dia de Tiradentes, a Covid-19 fêz mais uma de suas centenas de milhares de vítimas no Brasil: o repórter fotográfico Lilo Clareto. Ele morreu dias depois de completar 62 anos de idade. Ele morava em Altamira, no Pará, deixando um legado de imagens do cotidiano do brasileiro comum, do povo sofrido da Amazônia.

Árvores mortas no rio Xingu, foto de Lilo Clareto

Lilo (que foi batizado Maurilo) documentou em imagens, muitas vezes dramáticas, mas sempre poéticas, o drama das famílias durante a construção da hidroelétrica de Belo Monte, junto com a repórter Eliane Brum, uma de suas principais parceiras no jornalismo.


Sobre ele, a jornalista escreveu:

- Nosso Lilo, meu Lilo, virou árvore, virou rio, virou floresta. Virou luz e virou chuva. Virou vagalume, borboleta amarela na Terra do Meio. Lilo, meu Lilo, você é em mim e em todos que te amaram e que foram amados por ti. Você é em cada janela que abriu no mundo com sua câmera. Lilo, você é”, escreveu a repórter e colunista do EL PAÍS, Eliane Brum, uma das principais parceiras de trabalho de Lilo, em uma mensagem de despedida. “A causa direta da morte foi covid-19. Mas não foi o vírus que matou Lilo. Foi quem disseminou o vírus pelo Brasil (...). Eu te responsabilizo, Jair Messias Bolsonaro, por assassinato”, disse a escritora


Foto de Lilo Clareto

Sem condições adequadas em Altamira (PA), Lilo foi internado em São Paulo a partir da ação de amigos que custearam seu tratamento. Uma loja virtual foi criada para quem quiser colaborar e comprar suas fotos, como estas publicadas aqui - https://liloclareto.myshopify.com/


Veja aqui, no El País, de onde foi extraído o texto desta matéria - https://brasil.elpais.com/brasil/2021-04-21/lilo-clareto-os-olhos-do-mundo-na-amazonia-morre-de-covid-19-em-sao-paulo.html

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