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Manifestações pela democracia acontecem em todo país

Com início às 18h e término às 21h da segunda - feira (09/01), a Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro foi palco de uma resposta aos atos golpistas que aconteceram no último domingo (08), nas sedes dos Três Poderes, em Brasília.


Diversas autoridades, de políticos a lideranças de movimentos sociais e sindicais estiveram presentes. Movimentos sociais como Brasil Popular e Povo Sem Medo, e também partidos como o PT , PCdoB , e PSOL fizeram parte da articulação do ato. “Eu acredito que o ato foi uma forma de resposta aos radicais bolsonaristas reafirmando a defesa de um governo democraticamente eleito. É importante estudantes, trabalhadores e favelados ocuparem as ruas para mostrarmos que elas não estão somente nas mãos dos bolsonaristas”, diz Michael Moura, estudante e integrante de movimento estudantil.


Foto: Érica Martin

Assim como na Cinelândia, o dia foi marcado por uma mobilização nacional de atos pelo Brasil. São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Brasília, e outras cidades de porte médio do país também foram palco de manifestações programadas pela Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Fórum das Centrais Sindicais, Coalizão Negra por Direitos, Convergência Nacional, grupos estudantis e movimentos sociais. Pelo menos 16 capitais brasileiras registraram manifestações.


Até o momento, como resultado aos atos de violência e invasão a prédios públicos no Planalto, Congresso e Plenária do Supremo Tribunal Federal, são mais de 700 pessoas presas e outras centenas liberadas para responder inquérito em liberdade. Eles serão enquadrados pelo crime previsto no artigo 359-M do Código Penal: o de tentar depor governo legitimamente constituído. A pena é de 4 a 12 anos de prisão.


No domingo (08/01), o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a publicação de um decreto que prevê intervenção federal na área de segurança pública do governo do Distrito Federal e cobra que manifestantes paguem crimes. Durante a madrugada de segunda-feira (09/01), o Ministro Alexandre de Moraes afastou o Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha por 90 dias e determinou o desmonte do acampamento instalado em frente ao quartel do Exército, área central de Brasília.

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