Médicos e médicas do Brasil manifestam apoio a Lula e Alckmin

No dia 18 de outubro, Dia do Médico, a chapa Lula/Alckmin recebeu o apoio de dezenas de profissionais da Saúde e de mais de 50 entidades representativas do setor, durante encontro realizado em São Paulo, com a presença do anestesista Geraldo Alckmin, candidato a vice. Entidades, associações e profissionais de saúde, ente eles o renomado médico Drauzio Varela, condenaram a gestão do atual Presidente da República durante a pandemia e por sua completa omissão diante das vacinas tão necessárias às crianças e à população em geral.

Com Alckmin ao centro, a mesa principal foi composta por Rubens Belford, ex-presidente da Academia Nacional de Medicina, Aytan Sipahi, da Universidade de São Paulo (USP), Eliene Ether Fonseca, da Rede Nacional Médicos Populares, Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa de Adolescentes do estado de São Paulo, Marianne Pinotti, ex-diretora da mastologia do hospital Pérola Byington, Fernando Pigatto, presidente do Conselho Nacional de Saúde, Alexandre Telles, presidente do sindicato dos médicos do Rio de Janeiro, além do renomado doutor Drauzio Varella.

E foi o médico Dráuzio Varela um dos que fizeram as criticas mais duras ao governo atual, cujo presidente ele se recusa a dizer que é um negacionista, pois acha pouco para ele. Na opinião de Dráuzio Varela, Bolsonaro foi “um ativista para disseminação do vírus” que tomou todas as medidas ao seu alcance para que o vírus se disseminasse mais depressa, para que morresse um número de pessoas proporcional a esta disseminação. Segundo Varela, as medidas adotadas pelo governo federal são inacreditáveis:

Dráuzio Varela


Os diversos profissionais da saúde presentes ao evento, se pronunciaram a favor da ciência, da vacinação, do SUS, da democracia, de políticas focadas na saúde da mulher e contra as medidas tomadas pelo governo Bolsonaro na pandemia. Os profissionais da Saúde entregaram três manifestos a Alckmin e fizeram um minuto de silêncio pelas quase 700 mil mortes, vítimas da covid-19.

A médica Albertina Duarte, coordenadora do programa de adolescentes do Estado de São Paulo se emocionou ao falar das perdas do setor da saúde durante os últimos 4 anos. A ex-coordenadora do Programa de Políticas Públicas para as mulheres fez um desabafo afirmando que o país não aguenta mais a situação em que a saúde chegou neste governo. Ressaltou que ela, como coordenadora de um programa para adolescentes não consegue ficar indiferente diante de uma indignidade de um ser que diz “pintou um clima” diante de garotas de 14, 15 anos que estavam numa casa na periferia de Brasília. Para ela, esta é uma violência tão grande quanto as mortes de 106 mil mulheres por vários motivos, inclusive o feminicídio que aumentou diante da crescente campanha governamental a favor das armas.

Conselho Federal não nos representa

A médica de Família e Comunidade, Eliene Ether Fonseca Lima, representou a Rede Nacional dos Médicos e Médicas Populares foi aplaudida por todos presentes quando disse que a atual gestão do Conselho Federal de Medicina não representa a categoria dos médicos brasileiros. Para Eliane, não faz sentido alguém formado em medicina apoiar Bolsonaro. “Nós devemos, por amor a nossa profissão, votar em Lula no dia 30. Nós somos médicos, praticamos a evidência científica, o amor, e tentamos ao máximo mudar a realidade onde estamos.” Eliene encerrou sua fala dizendo que o apoio das entidades que ela representa é para Lula Presidente e Haddad governador em São Paulo.

Eliene Ether


No encontro, os temas debatidos foram a desastrosa condução da pandemia por parte de Jair Bolsonaro e o descrédito do atual presidente na ciência e nas vacinas. Uma fala do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pontuou bem o objetivo do encontro: “Com Lula e Alckmin o SUS voltará a respirar, e depende de nós, médicos e médicas, construir essa vitória no dia 30”.

Em seu discurso, Alckmin, que tambem é médico, lembrou que faltam apenas 12 dias para o segundo turno. No seu entendimento, a missão dos profissionais da saúde é conversar com eleitores, tanto os indecisos quanto os que votaram no adversário, para alertar dos riscos que o país atravessa, como o perigo iminente da volta da poliomielite, simplesmente pela baixa cobertura vacinal. O vice da chapa do Lula afirmou que é livre a iniciativa privada na saúde, mas que qualquer cidadão que precisar dela tem que ser atendido pelo sistema único de saúde descentralizado.


Geraldo Alckmin


O encontro contou com representantes das seguintes entidades: ABIMO, Abrasco, Anahp, Anvisa, Associação Psicanalítica Internacional, Centro de Estudos Sindicais, Conselho Nacional de Saúde, CREMESP, Escola Paulista de Medicina, Faculdade de Medicina Einstein, Faculdade de Medicina da USP, Faculdade de Medicina do ABC, FENAFAR, Fenam , FGV/EAESP, Fiocruz, Grupo Farmabrasil, Hospital das Clínicas da USP, Hospital de Clínicas Unicamp, Hospital Regional do Baixo Amazonas- Santarem – Pará, HSPE – IAMSPE, INCOR FMUSP, Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), Ministério da Saúde, REDE D’Or, Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares, Santa Casa de São Paulo, SAÚDE PCdoB, SIMESP (Sindicato dos Médicos de São Paulo), SindHosp, Sindusfarma, SMS Diadema, UFPEL, UFRJ, Unicamp, UNICAMP e UNIFESP.

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