Lula reafirma compromisso com a liberdade religiosa

Em seu mandato, o ex presidente sancionou a lei que garante funcionamento e segurança às igrejas.


Durante um encontro com trabalhadores em São Bernardo do Campo (São Paulo), o candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a liberdade religiosa e relembrou a lei sancionada por ele em 2003, que deu garantia à funcionamento e segurança às igrejas. A lei proíbe o Estado a tomar qualquer decisão que impeça o funcionamento das entidades religiosas.

Já o atual presidente, Jair Bolsonaro, tenta abordar a religião no discurso político e acusa Lula de fechar igrejas. A liberdade religiosa, nada mais é que a autonomia do indivíduo de pensar e manifestar sua fé da forma que achar correta para si e compreende outras liberdades, são elas: liberdade de crença, liberdade de culto, liberdade de organização religiosa e liberdade de expressão.


Foto: Lula.com.br

Desde o início do governo Bolsonaro, os números de intolerância religiosa tem subido consideravelmente, e ataques violentos e de destruição a templo religiosos tem se tornado frequentes. O Brasil é o país com uma grande abrangência religiosa, e ainda assim precisa lutar contra a discriminação todos os dias.

O Padre Lino Allegri, disse em entrevista ao Brasil de Fato que os números da intolerância terem subido tem a ver com as atitudes de Bolsonaro e com o momento político-social que estamos vivendo “Isso ganhou mais força, infelizmente, a partir da eleição de Bolsonaro a presidente, que se criou esse clima de antagonismo ferrenho, de ódio mesmo, que se manifesta de maneira brutal e violenta no palavreado e também nas ações”. O líder religioso foi alvo de ataques após criticar a política e a falta de ações no combate à covid-19.

Jair Bolsonaro, em seu discurso, acusou Lula de querer fechar igrejas “A partir de hoje, mais do que nunca, os que perseguiram e defenderam fechar igrejas se julgarão grandes cristãos, os que apoiam e louvam ditaduras socialistas se dirão defensores da democracia", disse.

Lula rebateu a acusação "Bolsonaro mente para os evangélicos. Ele é um fariseu, tenta manipular a fé de homens e mulheres evangélicas que vão à igreja pela sua religiosidade. Conta mentiras todos os dias".

Fernando Haddad, saiu em defesa de seu aliado Luiz Inácio Lula da Silva "Infelizmente, vamos ter que conviver com muita fakenews, com muita mentira, como já está sendo alvo Lula, que foi o presidente que regulamentou a liberdade religiosa no Brasil. Isso garantiu que todos pudessem abraçar uma crença livremente, sem nenhum constrangimento do Estado. E ele, Lula, está sendo atacado neste momento pela família do próprio presidente da República, que acha que não tem que respeitar todas as religiões", contou Haddad ao Jornal o Globo.

De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública – ISP, em apenas 1 anos os casos de intolerância religiosa aumentaram 11%. Embora este crime seja cometido contra praticantes de todas as religiões, dados do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas – Ceap, mostram que a maior parte é dirigida a religiosos de matriz africana, com maior concentração de ocorrências na Região Metropolitana do Rio.

Em 2021, 47 casos de intolerância religiosa foram registrados ou informados à Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR). Destes, 43 foram sofridos por adeptos das religiões de matriz africana, sendo 16 na capital.

“Não haverá mentira nem fake news que mantenha você governando esse país, Bolsonaro”, finaliza o ex-presidente Lula.



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