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Governo prende centenas de bolsonaristas que tentaram golpe em Brasília

Presidente Lula decreta intervenção militar no DF e cobra que criminosos paguem pelos crimes

Na tarde deste domingo (08), a praça dos Três Poderes em Brasília se transformou em um verdadeiro terror, isso porque centenas de Bolsonaristas invadiram e depredaram o Planalto, o Congresso e o STF. O grupo não concorda com o resultado das eleições e tomou atitude antidemocrática e fora da lei.


Em vídeos que circulam na internet é possível ver a multidão sendo escoltada pela polícia. As imagens mostram ainda os policiais tirando foto com os criminosos e bebendo água de coco enquanto os prédios públicos eram completamente destruídos.


Foto: Rafaela Felicciano - Metrópoles

Por volta das 17H, o Presidente Lula decretou intervenção federal e durante a madrugada o Ministro Alexandre de Moraes afastou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha por 90 dias. O ministro tomou a decisão ao analisar um pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e da Advocacia-Geral da União, já que o governador já sabia os planos dos Bolsonaristas e não fez nada para evitar a situação.


O ministro falou sobre a decisão “ O descaso e a conivência do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e, até então, secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres – cuja responsabilidade está sendo apurada em petição em separado – com qualquer planejamento que garantisse a segurança e a ordem no DF, tanto do patrimônio público – Congresso Nacional, Presidência da República e Supremo Tribunal Federal – só não foi mais acintoso do que a conduta dolosamente omissiva do governador do DF, Ibaneis Rocha, que não só deu declarações públicas defendendo uma falsa ‘livre manifestação política em Brasília’– mesmo sabedor, por todas as redes, que ataques às instituições e seus membros seriam realizados – como também ignorou todos os apelos das autoridades para a realização de um plano de segurança semelhante ao realizado nos últimos dois anos, em 7 de setembro em especial, com a proibição de ingresso na Esplanada dos Ministérios pelos criminosos terroristas; tendo liberado o amplo acesso”, destacou.


O ministro determinou ainda que o acampamento instalado em frente ao quartel do Exército, na área central de Brasília fosse desmontado em até 24 horas, e os que se recusarem a sair podem ser presos em flagrante “Determino a desocupação e dissolução total, em 24 (vinte e quatro) horas, dos acampamentos realizados nas imediações dos quartéis generais e outras unidades militares para a prática de atos antidemocráticos e prisão em flagrante de seus participantes pela prática dos crimes previstos nos artigos 2ª, 3º, 5º e 6º (atos terroristas, inclusive preparatórios) da Lei nº 13.260, de 16 de março de 2016 e nos artigos 288 (associação criminosa), 359-L (abolição violenta do Estado Democrático de Direito) e 359-M (golpe de Estado), 147 (ameaça), 147-A, § 1º, III (perseguição), 286 (incitação ao crime)” diz.


Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a publicação de um decreto que prevê a intervenção na área de segurança pública do governo do Distrito Federal (GDF). A medida vai até 31 de janeiro deste ano. “O objetivo da intervenção é pôr termo a grave comprometimento da ordem pública no Estado no Distrito Federal, marcada por atos de violência e invasão a prédios públicos”, diz o decreto assinado por Lula.


Além disso, no discurso Lula prometeu que as investigações vão apontar quem financiou a ida dos criminosos a Brasília. “Esses policiais que participaram disso não poderão ficar impunes e não poderão participar da corporação porque não são de confiança. Houve incompetência, má vontade ou má-fé das pessoas que cuidam da segurança pública do DF. Não é a primeira vez. Vocês vão ver nas imagens que eles [policiais] estão guiando as pessoas na caminhada até a praça dos Três Poderes, completou.


Nesta segunda-feira (09), a polícia do DF informou que o número de presos nos atos antidemocráticos já subiram para 300. Os detidos foram encaminhados à sede da Polícia Civil. Depois de serem ouvidos por delegados e de terem a prisão formalizada, serão levados para o Complexo Penitenciário da Papuda, no caso dos homens, e para a penitenciária feminina do Distrito Federal, ambas unidades prisionais de Brasília.


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