Festival do Livro Vermelho pela primeira vez no Rio

Evento reuniu mais de 40 editoras e livros com até 30% de desconto


Pela primeira vez na cidade do Rio de Janeiro, o Festival do Livro Vermelho reuniu uma vasta programação durante 4 dias de evento e seu foco principal era a temática progressista, a chamada literatura de resistência, em defesa da democracia e foi inspirado em outras iniciativas do gênero como o Salão do Livro Político de São Paulo, que teve, em 2022, a sétima edição. A intenção é transformar o FLIV-RIO em um encontro de reflexão sobre a conjuntura atual do país, promovendo o contato de leitores com autores que vêm pesquisando e disponibilizando conteúdos relacionados às questões de urgência, diante do panorama político e social em que vivemos.

A primeira edição do FLIV-Rio, aconteceu na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicação – Sinttel, e teve como objetivo fazer um debate sobre a ação necessária de transformação e sobre a defesa da democracia. “Nós temos que saber como a gente faz para defender a democracia, ser antirracista e como a gente combate o fascismo, então a ideia do festival é a gente fazer essa discussão”, disse Francisco Izidoro, dirigente do Sinttel. Além disso, ele falou sobre a importância da favela estar representada nesses espaços, ainda mais se tratando do ano de eleição. Assista:




O evento luta também no combate à fome, que já assombra 33 milhões de brasileiros. Pensando nisso, a entrada do evento era gratuita com arrecadação de alimentos. O festival contou com mais de 40 editoras do país e os livros foram vendidos com até 30% de desconto.

A Fliv contou com uma mesa sobre comunicação popular, além do lançamento do Almanaque da Comunicação Sindical e Popular do Núcleo Piratininga “Foi muito legal participar da mesa e levar minha experiência no Jornal O Cidadão, falando sobre o fazer a comunicação popular a partir da experiência do jornal. Foi uma conversa muito boa, falamos da comunicação em geral e falamos também sobre questão de ética e respeito aos moradores, além dos desafios com a linguagem.”, contou Carolina Vaz, jornalista do CEASM que esteve na mesa.

Já na sexta-feira (02), aconteceu a mesa “Teia dos Povos: Autogestão, Ação direta e luta popular”, às 10H. A mesa debateu sobre organização popular e estava representada pelos coletivos: Instituto de Estudos Libertários, Associação dos Trabalhadores de Base, Coletivo Salamandra Negra, Coopera Gentalha e Cooperativa Roça.

Todos os dias de festival, aconteceram também atividades culturais no pátio do Sinttel. Veja:





O evento acontece até o sábado dia 03, e o encerramento fica por conta da atração cultural com a leitura de Cartas para Lula.


16 visualizações