F L U P de novo e sempre !

Por Adair Rocha



Foto: divulgação do evento de abertura da décima edição da FLUP

Serviço FLUP 10: de 30/10 a 08/11 no morro do Chapéu Mangueira e Babilônia

Chizianes, Carolinas, Evaristos (viva as mulheres) colocam a FLUP, hoje, no coração da conjuntura literária e criativa. Como são esperados seus eventos/acontecimentos anuais, ainda que em tempo de pandemia. Eles estão na vanguarda da multicentralidade da cidade.


O que, em décadas recentes, cantava e escrevia a literatura marginal e das quebradas, ainda pela vanguarda da classe média, ganha territorialidade, cor e inspiração no que intuiu a criação da FLUP, nas suas incursões, por palavras, gestos, cantos e danças de cada povo...


Essa coincidência com o acesso à Universidade e mundo editorial, é acolhida pelos novos intelectuais orgânicos da letra, da poesia, da cidadania, quebrando a monotonia mórbida e assassina, sobretudo, a pandemia da gestão intolerável. Depois de alguns anos a FLUP volta à Babilônia e ao Chapéu Mangueira e região, com a repercussão do que há de mais atual na potência da cidade multicêntrica.


Essa volta é simbólica. Vem com a Slam Coalkan, e como nosso tempo é online, vêm também Abya Yala, Emicida, Djamila Ribeiro, Boaventura Souza Santos e Lilia Schwarcz, chegam também. E a deputada Bené, que é daqui, estará. Ainda falando de Maria Betânia, a mediadora dirá da palavra poética, assim como o sarau de Eduardo Tornaghi.


Duas pessoas se confundem com FLUP: Ecio Sales e Júlio Ludemir, que conseguem cerzir a diversidade com nomes e sobrenomes, no novo palco da cidade. Ecio, a eternidade o humanizou e "flupeou". Toda nossa homenagem!


Ludemir está aqui, "Flupeando"! Acompanhemos seu convite no vídeo abaixo 👇


https://drive.google.com/file/d/19SWFexTx2gqUyhOr3rPXxoonzovjYdn6/view?usp=sharing clique no link para assistir.


Adair Rocha é escritor e professor da PUC-RJ e UERJ

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