Exposição Vida e Saúde marca volta da visitação presencial na Fiocruz

A Exposição Vida e Saúde: relações (in) visíveis, aberta à visitacao desde o dia 19, na Fiocruz, marca a reabertura da visitação presencial, na unidade localizada em Manguinhos. A apresentação é um convite a todos a pensar sobre os diferentes aspectos de saúde e suas relações com a vida. Na porta de entrada da exposicao, um cattaz situa o visitante no universo invisível: “Muitas vezes, essa conexão acontece de forma invisível, seja no plano biológico ou sócio-cultural, determinando as condições para uma vida saudável ou não. O passado e o presente estão aqui conectados quando se visualiza, no trabalho dos cientistas e dos técnicos, o compromisso da Fiocruz com a ciência e a saúde aos longo dos anos”, informações o texto.






Preservação arquitetônica

Na cerimônia de abertura da exposição, foi entregue o Plano de requalificação do núcleo arquitetônico histórico da Fiocruz. Isto representa o empenho da instituição em preservar e dar acesso ao seu patrimônio cultural e científico, ampliar o diálogo com a população e a cidade, por meio da expansão de suas atividades socioculturais, de divulgação científica e de educação em ciências, tecnologia e saúde, visando a consolidação de Manguinhos como campus-parque, aberto ao público. A ação é resultado de um trabalho coletivo que envolveu centenas de pessoas e parceiros.

O projeto tem por objetivo recuperar os prédios e devolve-los a sociedade “Nossa primeira grande entrega foi o prédio da cavalariça, e vem em um momento super importante, e marca a volta dos encontros presenciais. A exposição dialoga com a saúde. Nosso projeto valoriza a ciência, a saúde e a democracia”, diz Alessandro Batista, coordenador da exposição e historiador do Museu da Vida.

A cerimônia contou com a presença da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, além de convidados e patrocinadores. Na ocasião aconteceu uma visita guiada pelo prédio da cavalariça, que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), desde 1981.


Além disso, a exposição de longa duração, é também a maior com recursos de acessibilidade já lançada pela Fiocruz, ou seja, possui textos em braile, audiodescrição e vídeos em libras, além de módulos que possibilitam ao cadeirante ter pleno acesso às experiências interativas. “Nossa ideia é que a exposição fique por 10, 15 anos. Pretendemos fazer debates importantes para os mais vulneráveis”, conta Alessandro Batista.

Com linguagem simples e direta, a exposição possui textos em português, espanhol e inglês e é um convite para explorar o conceito de saúde em suas diferentes escalas, seja observando organismos diminutos em um microscópio, descobrindo o parentesco evolutivo entre as espécies que habitam o planeta ou ouvindo pessoas de idades, gênero e raças diversas compartilhando suas visões sobre o tema.


A exposição está no Prédio Cavalariça, fundado há mais de cem anos e construído com o objetivo de abrigar cavalos usados na fabricação de soro terapêuticos. O local, cuja a construção é considerada bastante avançada para o seu tempo, recebeu sistemas modernos de funcionamento, adotando procedimentos de geração de energia e de reaproveitamento de resíduos.

O cuidado dos cavalos ficava a cargo dos cavalariços. O trabalho deles, dos técnicos de laboratório e dos pesquisadores permitiu que muitas pessoas fossem curadas de doenças que assustavam o país e o mundo no início do século 20.


Para visitar a exposição, basta agendar através do email: recepcaomv@fiocruz.br

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