Exposição ‘’ Madureira em Transe’’ termina com feijoada performática

O sábado (05/11) foi marcado pelo encerramento da exposição “Madureira em Transe’’, no Sesc Madureira, com entrada gratuita, a partir das 14h. A mostra do fotógrafo e artista plástico Edu Monteiro é resultado da imersão fiel através de suas lentes no charmoso bairro carioca de Madureira. São representações de momentos únicos, mostrados também através de esculturas, e outras imagens confeccionadas em couro com um olhar diferenciado.


Durante o período de exposição, foram realizadas uma série de atividades paralelas como oficinas, encontros, entre outras. O projeto foi selecionado por meio do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar e é uma realização da Rapsódia Empreendimentos Culturais.



A amostra também contou com as participações da antropóloga Ana Paula Alves, que fez parte da roda de conversa promovendo um debate com o artista performático Rona, que no final da exposição fez a performance de afirmação (feijoada performática), além do Ogan Anderson Vilmar que é da região, e confeccionou os tambores da exposição.


Com a curadoria do escritor e professor do Instituto de Artes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Maurício Barros de Castro, o acervo da exposição surgiu de um livro feito em 2016 chamado “Quintas do samba da grande Madureira”, onde pesquisadores, a maioria da UERJ, ligados ao bairro, fizeram um livro que visitava os quintais do samba, a religiosidade através dos terreiros de matriz africana, às feiras, todo este lugar de afeto e resistência da cultura afro brasileira. Algumas das imagens que fazem parte do livro, são resultado de um ano de trabalho.


O artista Edu Monteiro falou sobre como foi fazer parte deste projeto, “Me convidaram para fazer as imagens desse projeto, super livre, sem uma demanda documental. Era bem livre mesmo, mais poética onde fosse sentimento da coisa, uma percepção sensorial, viajante dois locais. Diálogo muito com esta questão do tambor, que é um elemento central nessa exposição participativa. Uso do couro, do ferro e da vibração e o porquê tambor, é por ele ser uma das manifestações da capoeira, do candomblé. Ele vai ser responsável pela conexão espiritual, do transcendental”, conta o Doutor.


Além desta fala, o artista também fez outros comentários que sintetizam a essência da amostra “Madureira em Transe”: “Durante a exposição teve uns dias que eu vim aqui para ver o movimento, teve um dia muito legal que teve uma senhora aqui na exposição me falando para não esquecer de assinar o livro, para que outras exposições como essa pudessem acontecer aqui. Ela ficou feliz por ser uma exposição da região, então tem que ter mais exposições como essa. Essa troca é fundamental para a gente ver uma exposição no Sesc local, onde circula muita gente. É muito legal essa amostra porque é voltada para um público de arte especificamente, grande público. Isso é muito prazeroso pra gente artista ver essa troca”, finalizou o artista.




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