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Dossiê aborda o impacto da pandemia nos povos indígenas

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), em parceria com a revista Vukápanavo e o apoio da Fiocruz, lançou o dossiê Pandemia da Covid-19 na vida dos povos indígenas, clique no link para acessar. Segundo os editores do dossiê, Braulina Baniwa, Felipe Cruz Tuxá e Luiz Eloy Terena, a Covid-19 desenhou um cenário inesperado não só no campo epidêmico-biológico, mas também no que diz respeito às políticas sociais de cuidados, a prevenção e atenção à saúde dos povos indígenas. A pandemia também trouxe o desafio de compreender seus múltiplos desdobramentos considerando seus impactos econômicos, culturais, históricos e políticos nos cotidianos das comunidades indígenas. A publicação contou com o apoio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, por meio do projeto Aprimoramento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, através do desenvolvimento de estudos técnicos, pesquisas científicas e ações estratégicas, essenciais para a diversificação, ampliação e qualidade dos serviços de saúde prestados aos indígenas.

De acordo com Braulina Baniwa, Felipe Cruz Tuxá e Luiz Eloy Terena, o dossiê Pandemia da Covid-19 na vida dos povos indígenas “se insere na percepção que estamos passando por um divisor de águas na história indígena no país concernente à conquista de maior autonomia e autodeterminação, inclusive ao que se destina a produção de memórias indígenas sobre a pandemia”. Eles afirmam que “foi a partir desse pressuposto que buscamos juntar diversidade de reflexões acerca do impacto da pandemia de Covid-19 sobre os povos indígenas”.


Os editores observam que a publicação reúne análises teóricas, etnográficas e autoetnográficas que retratam questões específicas que abarcam a vida dos povos indígenas diante de uma crise repentina que assolou os territórios indígenas, os serviços de saúde, o sistema educacional, a saúde física e mental, a economia com seus modos de produção e consumo, a convivência familiar, as relações e condições de trabalho, as relações afetivas, a liberdade e o deslocamento. E, em especial, os modos de vida, de forma a ecoar por diversas gerações indígenas e outros pesquisadores.

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