Dia da Consciência negra e luta antirracista

Atualizado: há 4 dias

Movimentos sociais, estudantes e militantes negros se juntam em ato fora Bolsonaro e luta antirracista


Estudantes e movimentos sociais, realizaram neste sábado (20), um ato em comemoração ao dia da consciência negra, em Madureira, Rio de Janeiro. O ato que tinha como objetivo falar da luta antirracista, entoou gritos de “fora Bolsonaro” e exibiu bandeiras de Marielle Franco, vereadora negra assassinada no Rio.

O dia de comemoração, virou protesto e luta, isso porque militantes se reuniram no viaduto de Madureira, para protestarem contra este atual governo genocida e que mata preto, pobre e favelado. O evento contou com presenças como: Benedita da Silva, Renata Souza, Tarcísio Motta e Jandira Feghali. Além deles, o coletivo Juntas, o Movimento negro Unificado, CUFA – Central Única das Favelas e também o Portal Favelas.


Foto: Renata Dutra

Segundo, Amanda Nolasco, militante do coletivo Juntas, a importância do ato aumenta por causa do atual governo do país “Bolsonaro sempre se mostrou inimigo dos pretos, das mulheres, LGBTS, dos pobres e dos trabalhadores. Eu acredito em um feminismo que inclua os 99% da sociedade, que seja antirracista. A gente precisa ocupar espaços de periferia, como Madureira e conversar com o povo. Só assim realmente vamos mudar a estrutura dessa sociedade”, diz. Completa ainda dizendo que a luta é contra o bolsonarismo, contra pessoas que querem matar preto e favelado. “A gente precisa cuidar das nossas crianças, da nossa juventude e da classe trabalhadora, não dá pra gente ficar em um discurso de esperar, porque é muito fácil para quem não tá morrendo. O povo preto está morrendo agora, então a gente precisa fazer a mudança agora”, conclui Amanda.

A Leninha, coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado, explicou que é importante não falarmos somente sobre a questão racial, mas também chamar o ‘Fora Bolsonaro’. “Falar sobre 20 de novembro é falar sobre a história do povo preto e tudo que estamos sofrendo. É importante hoje não falar somente sobre raça, mas também sobre o ‘Fora Bolsonaro’, isso tem que ser maior. Ele é um genocida”, diz.


Foto: Renata Dutra

Com o governo Bolsonaro, aumentaram as questão como: fome, desemprego, morte, falta de oportunidades e desigualdades. “Esse dia está sendo marcado por tudo que estamos vivendo, estamos aqui contra o presidente Jair Bolsonaro, ele é um grande inimigo da população como um todo, mas principalmente do povo negro. Ele cada vez mais faz ataques ao povo negro e é completamente racista”, conta João Pedro, militante do coletivo Juntos.

Edson Santos, autor do feriado de zumbi dos Palmares no Rio de janeiro, falou sobre o ato “Estamos aqui na luta pelo ‘Fora Bolsonaro’, porque o dia da consciência negra, teve um adicional, que é a presença dos movimentos sociais que lutam para tirar o Bolsonaro e acabar com esse governo neo liberal”, diz.

A debutada estadual Renata Souza, também falou sobre a marcha por direitos e pela vida “Esse governo não entregou vacina, não entregou comida, mas entregou tiros de fuzil na favela e na periferia, matando nossos jovens negros, é por isso que a gente está aqui na rua hoje, pedindo o ‘Fora Bolsonaro’, e que as vidas negras importam”



O dia da Consciência negra é um símbolo de luta do movimento negro, a data foi escolhida em homenagem a Zumbi dos Palmares, líder do quilombo dos Palmares, que morreu no dia 20 de novembro de 1965, pelos portugueses. Em 2011 a data foi oficializada como feriado, por uma lei sancionada no governo de Dilma Rousseff, porém não é considerado feriado nacional, ou seja, apenas alguns estados decretam feriado neste dia.


O Quilombo dos Palmares foi o maior construído na américa latina, chegando a ter cerca de 20 mil habitantes e ganhou esse nome por conta da quantidade de palmeiras que tinham por lá.

Os manifestantes chamaram a atenção para o número de mortes, principalmente nas favelas e sobre a falta de empregos e oportunidades.

De acordo com a Coalizão Negra por Direitos, a insegurança alimentar e o desemprego, atingem mais as mulheres e os negros.



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