De volta à Sapucaí, Vigário Geral faz desfile antirracista

Escola homenageou negros vítimas de operações policiais


Na segunda noite de desfiles do grupo de acesso, a acadêmicos de vigário geral foi a sexta escola a passar pela Marquês de Sapucaí. A escola trouxe o enredo Pequena África e homenageou negros mortos, vítimas de operações policiais e falou também sobre o movimento “vidas negras importam“.



Na comissão de frente, integrantes estavam com placas com nomes de vítimas da violência do Estado e protestavam contra racismo e preconceito ainda existentes em nosso país.

A acadêmicos de Vigário Geral, que fica localizada na zona norte da cidade, foi fundada em 13 de março de 1991 e já em 1992 foi campeã na divisão “Desfiles de Avaliação” e nesse ano teve o enredo “Cem anos nas ondas de Copacabana “. Em 2022, desfilou pela oitava vez no Sambódromo, pelo grupo de ouro, segunda divisão dos desfiles do Rio.

A escola falou sobre a chegada do povo africano na cidade, e como os negros eram escravizados. Vigário geral se apresentou com 20 alas e 3 carros alegóricos.


O bairro da zona norte ficou marcado por conta de uma chacina que aconteceu em agosto de 1993, matando 22 pessoas, em sua maioria negros. Na ocasião cerca de 36 homens encapuzados arrombavam casas cometendo crimes, foi uma das maiores chacinas da história do estado do Rio de Janeiro. No sambódromo, Vigário mostrou a importância do movimento vidas negras importam, protestando mais uma vez pelo seu passado, onde tantos negros choraram a morte dos seus.

A segunda noite dos desfiles da sério ouro, contou também com a apresentação das escolas: Lins Imperial, Inocentes de Belford Roxo, Estácio de Sá, Acadêmicos de Santa Cruz, Unidos de Padre Miguel, Acadêmicos de Vigário Geral, Império da Tijuca e Império Serrano.



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