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Corte na Educação: UFRJ já está no vermelho

Cortes prejudicam não só a educação como também a saúde


O Governo Jair Bolsonaro, ficou marcado por diversos cortes de verba, principalmente na educação, que é a área mais atingida. O Governo reduziu em quase 5 bilhões o orçamento do Ministério da Educação – MEC, a perda equivale a 30% do total bloqueado no orçamento do Governo Federal para 2021.


A Universidade Federal do Rio de janeiro- UFRJ, afirma que as contas estão no vermelho e não há dinheiro para pagar auxílios, o congelamento prejudica alunos da graduação e pós, e além disso, prejudicam também o andamento do Hospital Clementino Fraga Filho – HUCFF, o maior hospital do estado do Rio de Janeiro em volume de consultas, atende 42 especialidades médicas e 23 programas em alta complexidade. Possui também um Programa de Transplante credenciado no Sistema Nacional de Transplante –SNT do Ministério da Saúde, para realizar cirurgia de rim, fígado, córnea e medula óssea. O Hospital tem capacidade instalada atual para 250 leitos, com potencial para até 450 leitos ativos, e realiza cerca de 20 mil consultas por mês, 450 cirurgias e 700 internações.


O Complexo Hospitalar da UFRJ conta com 9 unidades, são elas: Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF); Instituto de Atenção à Saúde São Francisco de Assis (Hesfa); Instituto do Coração Edson Saad (Ices); Instituto de Doenças do Tórax (IDT); Instituto de Ginecologia (IG); Instituto de Neurologia Deolindo Couto (INDC); Instituto de Psiquiatria (Ipub); Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG); Maternidade Escola (ME).


Em outubro deste ano, o presidente Jair Bolsonaro comentou as críticas sobre os cortes “Sabemos que nas universidades a militância é enorme. É um carnaval contra a minha pessoa, eu estou quase contra tudo e contra todos.”, disse. Anualmente, as universidades tem perdido um acúmulo de 25% dos orçamentos. Educação é um direito já garantido na Constituição Federal.



O presidente da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília – ADUnB, Jacques de Novion afirmou que ação do governo é mais uma demonstração do projeto de sucateamento da educação pública “Como dizia Darcy Ribeiro, a crise da educação no Brasil não é uma crise, mas um projeto. Essa é mais uma demonstração nesse sentido, onde a saúde e a educação são brutalmente afetadas. A constante política desse governo de sucateamento da educação pública tenta causar uma crise para avançar com o projeto de privatização das universidades, de enxugamento, de elitização, mercantilização da realidade da educação pública brasileira.”, diz.


A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior – Andifes, informou que até mesmo os pagamentos que as universidades já haviam se comprometido a fazer, não poderão mais ser cumpridos. Isso porque após o anuncio do bloqueio, o governo federal chegou a liberar 366 milhões de reais, mas voltou atrás.

UNB disse que não tem recursos para pagar o auxílio estudantil, contratos do Restaurante Universitário, da segurança, manutenção de limpeza e todas as demais despesas previstas para o mês, incluindo projeto de pesquisadores.


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