Constituição 33 anos e muitas ameaças

O dia 05 de outubro deveria ser feriado nacional no Brasil. É quando celebramos o aniversário da nova constituição brasileira, promulgada, nesta data, há 33 anos, pelo deputado Ulisses Guimarães. Como presidente da Assembléia Nacional Constituinte, Ulisses Guimarães fez um discurso histórico declarando ódio e nojo à ditadura.

Disse o deputado Ulisses: “amaldiçoamos a tirania onde quer que ela desgrace homens e nações, principalmente na América Latina”. Assim, foi entregue a nova constituição, chamada de cidadã, que alargou os direitos de cada cidadão brasileiro.

A partir daí, o Brasil iniciava um novo ciclo, agora ameaçado por um governo de direita que nega os avanços e as conquistas do povo brasileiro. Assista aqui um trecho do discurso do deputado Ulisses Guimarães no dia 05 de outubro de 1988, ao promulgar a nova constituição brasileira:


A Assembleia Nacional Constituinte teve momentos de grande tensão e de enorme densidade. Um dos capítulos de mais marcantes foi a defesa da Amazônia e da Emenda Popular da União das Nações Indígenas.

No dia 04 de setembro de 1987, o porta-voz do emergente Movimento Indígena fez discurso histórico que conseguiu reverter a conjuntura política anti-indígena naquela legislatura do Congresso Nacional.

Aílton Krenak foi um dos principais articuladores políticos da Uniao das Nações indígenas e foi o melhor advogado dos povos indígenas quando na constituinte pintou o rosto. Ele expressou todas as lágrimas de cinco milhões de brasileiros índios.

Assista aqui o discurso emocionado de Aílton Krenac, durante as discussões dos direitos indígenas na Assembléia Nacional Constituinte:



O pronunciamento contundente do defensor Ailton Krenak, com a presença de espírito do gesto de luto, foi ato decisivo para a aprovação dos artigos 231 e 232 da Constituição Federal de 1988 pelos parlamentares constituintes.

Hoje, 33 anos depois, o mesmo líder indígena denuncia que estão querendo roubar as terras dos índios com esta conversa de alterar o marco temporal. Para Aílton Krenac, o capitalismo é comparado a um câncer e que os povos indígenas são um obstáculo à metástase do capitalismo!


Nós, cidadãos brasileiros acreditamos na necessidade de manter a Amazônia viva para todos e todas e defendemos o caminho democrático para a existência de nosso território e do nosso futuro. Sem respeitar a Constituição, não existe Amazônia e SEM AMAZÔNIA, NÃO HÁ DEMOCRACIA! #constituicaoacimadetudo #amazoniavivaparatodes



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