Começa 31 de agosto, até 03 de setembro, a Feira do Livro Vermelho

Começa nesta quarta-feira, dia 31 de setembro, o primeiro Festival do Livro Vermelho do Rio de Janeiro. Até sábado (dia 03), estão programados três debates por dia explorando assuntos diversos, desde a comunicação popular no RJ; a escravidão contemporânea; classe, trabalho e política; a comunicação em tempos de 5G; entre outros. Haverá também rodas de conversa sobre enfrentamento ao fascismo, combate ao racismo e ao discurso de ódio, democracia em risco, meio ambiente, posicionamento da mídia e marxismo, terão espaço garantido.

Mais de 40 editoras participam do primeiro Festival do Livro Vermelho com stands de venda com descontos de até 30%. Além dos debates e rodas de conversa, o público terá acesso sessões de autógrafos e atividades culturais ao longo dos três dias. As atividades e os standes de livros vão acontecer na sede do Sinttel-Rio rua Morais e Silva, 94 – Maracanã), terá entrada gratuita e será parceiro da Ação da Cidadania que recolherá alimentos não perecíveis para doação, tão necessária diante da fome que assola o país.

O FLIV-RIO foi pensado para ser um espaço de lançamento e divulgação dos mais variados temas, com foco principal para títulos que abordam a temática progressista, a chamada literatura de resistência, em defesa da democracia. É inspirado em outras iniciativas do gênero como o Salão do Livro Político de São Paulo, que teve, em 2022, a sétima edição. A intenção é transformar o FLIV-RIO em um encontro de reflexão sobre a conjuntura atual do país, promovendo o contato de leitores com autores que vêm pesquisando e disponibilizando conteúdos relacionados às questões de urgência, diante do panorama político e social em que vivemos.

Dentre as dezenas de participações, haverá uma mesa sobre comunicação popular e outra sobre a militância da juventude na periferia e nas favelas. A comunicação será discutida na quinta-feira (01 set), às 10h, com participação da jornalista Carolina Vaz, que atua na Comunicação do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (CEASM) e como repórter, redatora e editora do Jornal O Cidadão, junto com o professor e jornalista Pedro Barreto Pereira, autor do livro "Notícias da Pacificação: outro olhar possível sobre uma realidade em conflito". Deste debate também vai participar Euro Mascarenhas, Colaborador do Núcleo Piratininga de Comunicação e Assessor de Comunicação da Associação Juízes para a Democracia.



Neste dia, será lançado o "Almanaque da Comunicação Sindical e Popular no Rio de Janeiro", organizado pelo Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC). A publicação reúne experiências de comunicação popular produzidas nos sindicatos, nas favelas e nas periferias do estado, da Zona Oeste da capital à Baixada Fluminense, passando por Niterói, São Gonçalo, Sul Fluminense e Costa Verde.

Para o debate sobre *Como e onde milita a juventude? Desafios atuais*, também no dia 01, às 16h, foram convidados os ativistas e produtores Dudu de Morro Agudo, Rapper, Educador Popular e Mestre e Doutorando em Educação, Pérola Quirino, Militante do Levante Popular da Juventude e Coordenadora da rede de cursos populares Podemos .e Marlon Souza, Produtor Cultural, Assistente Editorial da Editora Malê e da revista digital Mahin. Todos os debates e rodas de conversas acontecem de 10h às 18h e serão entremeados com atividades culturais e performances da Copanhia Ensaio Aberto, que mantem o espaço cultural do Armazem da Utopia. Também será apresentado um trecho do espetáculo Paulo Freire – o Andarilho da Utopia, com Richard Riguetti e no encerramento será feita a leitura de Cartas para Lula com Bete Mendes, Richard Riguetti e Atores da Companhia Ensaio Aberto.


Veja aqui todas as informações sobre o Primeiro Festival do Livro Vermelho do Rio de Janeiro <https://flivrio.org.br/>


E aqui, veja todas as informações sobre o Almanaque da Comunicação Sindical e Popular do Núcleo Piratininga <https://nucleopiratininga.org.br/almanaque-da-comunicacao-sindical-e-popular-no-rio-de-janeiro-2/>

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