Casos de Racismo se multiplicam no País

Em 2022 já foram registrados mais crimes de injúria racial em São Paulo do que todo o ano de 2021.


Estudo realizado pela Secretaria de Justiça e Cidadania do estado de São Paulo, informou que este ano já foram registrados mais casos de racismo e injúria racial se comparado ao ano passado inteiro. O estudo aponta ainda que entre 2020 e 2021, também teve um aumento, só que desta vez menos expressivo.

Em escolas de Minas Gerais, os casos subiram 237%. Uma aluna negra, relatou que sofreu preconceito dentro da escola e na ocasião teve seu cabelo comparado a uma palha de aço “Ela foi discriminada pelo cabelo. O professor perguntou se ela não tinha como prender e falou que ela parecia uma louca do hospício. Depois que minha filha chorou, ele ainda deu uma sapatada nela”, contou a mãe da menina em entrevista ao jornal O Tempo.

De janeiro a julho de 2022, foram registrados 27 casos de injúria racial em instituições de ensino das redes pública e particular.

A Secretaria de Estado e Educação – (SEE-MG), disse em nota que a situação será apurada e uma equipe especializada acompanha o caso.

Esta semana, aconteceu mais um caso de racismo na cidade de Niterói, localizada no Rio de Janeiro, onde uma defensora pública aposentada chamou um homem de “macaco”. A cena foi flagrada e filmada por pessoas que passavam no local no momento dos ataques. No vídeo que circula nas redes sociais é possível ver a mulher ofendendo a vítima. O caso foi registrado na delegacia.

Esta semana outro caso chamou a atenção, uma mulher preta foi alvo de racismo e agressão física no Rio de Janeiro, enquanto tentava comprar uma bijuteria em um bairro nobre da cidade. De acordo com a vítima, os ataques vieram da dona da loja “O preconceito tem que acabar, eu não aguento mais”, disse Laura Brito, vítima de racismo em Copacabana.

O racismo no Brasil é estrutural, ou seja, existem sociedades com base na discriminação que privilegia algumas raças, o branco tem privilégios que o negro não tem. E não é à toa que os números de racismo têm crescido consideravelmente no atual governo. O atual presidente, cortou as verbas relacionadas ao combate ao racismo, como é o exemplo do projeto “Juventude Viva”, iniciado em 2017 e interrompido no mandato de Bolsonaro.

No Brasil, o sistema de cotas existe há apenas 10 anos, como uma forma de reparação histórica pelo que os negros passaram na escravidão, onde não tinham direto ao mínimo, como por exemplo estudar. “As cotas são fundamentais para a democracia do país, elas garantem oportunidade para pretos, indígenas pardos e pessoas com deficiência e tornam a produção acadêmica mais plural ampliando o saber. As cotas são revolucionarias, por isso incomodam muita gente preconceituosa”, disse Renata Souza, candidata a deputada estatual pelo PSOL-Rio.


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