Carnaval em abril traz velhos personagens da folia

Pasmem, Entramos na semana do carnaval e acabamos de celebrar, ontem a Páscoa, esta inversão das coisas acontece por conta desta pandemia que atingiu de cheio todo o mundo. E mesmo sem a força do carnaval de rua em pleno vigor, vamos reviver aqui e ali algumas tradicionais brincadeiras muito próprias deste momento de folia!

O Clovis, ou simplesmente o Bate Bola, considerado patrimônio cultural, o icônico personagem representa a resistência do carnaval nas zonas norte e oeste da cidade.

O carnaval do Rio de Janeiro, mundialmente conhecido, carrega uma cultura popular muito forte, formada por personagens icônicos da folia. Pierrô, Colombina e Arlequim são figuras marcantes da festa, ensaiando um trio amoroso em meio a cores e confetes. Entretanto, um quarto personagem rouba a cena diante da festa do Rio de Janeiro. Presente em várias localidades do subúrbio carioca, a figura do bate-bola reina nas ruas da cidade, chamando a atenção de todos por onde passa.

O bate-bola é uma tradição amplamente difundida nas zonas norte e oeste da cidade do Rio de Janeiro. Distribuídos em diversos grupos, são caracterizados pelas fantasias temáticas e coloridas, máscaras que aparentam visões diferentes sobre a identidade de palhaços e, principalmente, o bastão amarrado a uma bola de borracha, que expressa o nome da figura icônica.

Os grupos de bate-bola confeccionam suas próprias fantasias e cada ano é um tema diferente. Com grupos de 15 a 20 integrantes, eles realizam reuniões frequentes, onde todos debatem questões a respeito dos dias da folia. Além da fantasia, eles compram foguetes para as saídas e organizam o transporte para diferentes localidades.

Em Inhaúma, no Complexo do Alemão, “Os Pecadores” é um dos grupos de destaque que brinca na folia do Carnaval. À frente de 20 integrantes do bate-bola, o autônomo Mauro Vieira Reis, de 60 anos, e a professora Ana Cláudia Fernandes Siqueira, de 52 anos, divertem-se quando relembram de vários momentos ao longo de 12 anos da turma e o quanto é significativo a festa dos Pecadores na região. “Eu que comecei com as turmas de bate-bola por aqui. E eu fico muito orgulhoso que o nosso grupo não tem rivalidade com ninguém. Temos várias turmas aqui nos bairros vizinhos e isso me faz muito feliz porque a tradição vai continuar. Uma hora eu vou parar, mas eu sei que a festa dos bate-bola vai continuar”, relata Mauro.

Veja matéria completa publicada no Jornal das Comunidades https://www.vozdascomunidades.com.br/destaques/tradicao-do-suburbio-turmas-de-bate-bola-despertam-curiosidade-no-carnaval/


Um dos bate-bola Foto: Vilma Ribeiro / Voz das Comunidades

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