Caminhada de protesto marca o Dia da Favela

Nesta quinta, 4 de novembro, Dia Nacional das Favelas, mais de 300 ativistas, entre dirigentes de Associações de Moradores, representantes de entidades e movimentos de favelas e moradores das principais comunidades faveladas do Rio, realizaram uma Marcha das Favelas por Direitos pelas principais ruas e avenidas do centro do Rio de Janeiro.

Organizada pela FAFERJ, a marcha contou com o apoio de outros coletivos e movimentos de favelas, como o Favelação, o Parem de Nos Matar, o Rocinha Resiste, o Papo Reto, entre outros, e de entidades e movimentos como UNEGRO, UJS, Levante Popular da Juventude, MTST, CONAM e Brigadas Populares, entre outros. O Portal Favelas se fez representar, fazendo a cobertura do evento.

A FAFERJ, com o apoio de dezenas de Associações de Moradores, aprovou uma carta com as principais reivindicações, que foi entregue no final da marcha ao Presidente da ALERJ, Dep. André Ceciliano.

Entre as principais reivindicações se destacam no documento temas como o ‘fim das troias’, a aprovação do PL Kathlen Romeu, aprovação das leis que obrigam a PM a usar

câmaras em seus uniformes, a reabertura dos restaurantes populares, a não privatização da CEDAE, o fim do reconhecimento facial, entre outros.

Importantes lideranças de favelas fizeram o uso da palavra e deram seus recados. Jaime Muniz, do Favelação, e cria do Chapéu Mangueira, lembrou:

Não estamos aqui pra comemorar. A favela está aqui, na luta’.
Jaime Muniz - Favelação

Rossini, Presidente da FAFERJ, explicou: ‘Fizemos reuniões em todas as favelas e aprovamos um documento pra entregar ao Presidente da ALERJ.

"A violência nas favelas está demais"

Rossini - Presidente da Faferj


Filipe dos Anjos, diretor da FAFERJ, também deu seu recado: ‘Hoje, 4 de novembro, Dia Nacional das Favelas, estamos aqui na frente da ALERJ pra reivindicar direitos’. Rute Sales, do Favelação e também do Portal Favelas, também marcou presença: ‘A gente tem orgulho de ser da favela. Foi o espaço que conseguimos conquistar, depois da Escravidão".

"Queremos poder viver com dignidade nas nossas comunidades’.

Ruth Sales - Portal Favelas


Faixas, bandeiras, adesivos, camisetas e cartazes deram o ar colorido e de diversidade do ato, sempre regado às palavras e ordem e músicas do movimento. ‘Eu só quero é ser feliz…’. Deixem a favela viver em paz!


No Dia da Favela, o morro foi pro asfalto, não ainda como sonhou um dia o compositor Wilson das Neves, mas desceu para a avenida com suas faixas, cartazes e sua voz, num protesto contra todo tipo de violência que as comunidades pobres e pretas sofrem com o descaso e abandono do Estado.

Com licença do maioral Wilson das Neves, um trecho da sua música!!

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