Audiência Pública quer fim da ocupação policial nas favelas

Foi realizada no meio desta semana a audiência pública na Assembléia Legislativa para ouvir moradores de favelas sobre o impacto das ocupações policiais e o projeto Cidade Integrada anunciado pelo governo do Estado. Um projeto que até hoje, mais de um ano que foi instalado na primeira favela, a do Jacarezinho, não conseguiu reverter em ações que pudessem melhorar a qualidade de vida de seus habitantes.

Estavam presentes lideranças de diversas favelas do Rio, como Rumba Gabriel, do Jacarezinho, Itamar Silva, do grupo eco (Santa Marta), André Lima - Movimento Popular de Favelas, Raimundo carrapa - MNU – favelas, Luciano Cuca - Parem de nos Matar, Monica Cunha - Coalizao por Direitos, Geovana, do PerifaZumbi, além do presidente da FAFERJ, Rossini Diniz.

Para a presidente da comissão de Trabalho, deputada Monica Francisco, uma das autoras do pedido de audiência pública, o objetivo é exigir a imediata retirada das forças do BOPE e do batalhão de choque que estão nas favelas, sob o pretexto da implantação do Projeto Cidade Integrada, que até agora não aconteceu. Tambem propõe a abertura de diálogo com as favelas e=com relação a estes projetos e realizar uma audiência com o governador para levar até ele todas as reivindicações das lideranças. A deputada quer saber o que o projeto Cidade Integrada vai entregar aos moradores, além de corpos chacinados.

DEPUTADA ESTADUAL MÔNICA FEANCISCO


A audiência pública realizada pelas comissões de Trabalho em parceria com a Comissão de Direitos Humanos da Alerj teve o objetivo de debater a falta de direitos e cidadania, pelo olhar da favela foi promovida pelas deputadas Mônica Francisco e Dani Monteiro. Participaram também a deputada federal Talira Petroni, a deputada estadual Renata Souza e o vereador Chico Alencar. Tambem estiveram presentes na mesa o Ouvidor Geral da Defensoria Pública, Guilherme Pimentel, e o advogado Fábio Amado, do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública.

O governador do Rio, Claudio Castro, convidado para prestar informações sobre o projeto, enviou uma representante, a sub-secretaria de Direitos Humanos do Estado, Alessandra Weber.

Diversos oradores falaram da tribuna da Alerj apresentando sugestões e protestos contra a presença policial violenta nos territórios. Um dos depoimentos foi de Sandra Gomes, mãe de Mateus Gomes, jovem morto na chacina do Jacarezinho, em 06 de maio de 2021.


Sandra Gomes, mãe do jovem Mateus Gomes, morto na chacina


Tambem estiveram presentes jovens lideranças como a Geovana Almeida, do PerifaZumbi e da Unidade Popular. Ela lembrou que estas chacinas no Rio e em outros lugares é reflexo direto da pol´pitica genocida do governo Bolsonaro, que é apoiado pelo governador Claudio Castro.


Geovana Almeida, do PerifaZumbi


Outra liderança dos movimentos populares, Itamar Silva, do Morro Santa Marta, acha que o movimento popular deve ser mais incisivo. Sair dos muros da ALERJ e cobrar do Executivo de uma forma mais efetiva.

Itamar Silva, do Morro Santa Marta

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