lideranças e entidades gritam basta!

O assassinato de Moisë Kabamgabe, gerou uma série de manifestações de entidades e lideranças do movimento negro, de instituição de proteção ao imigrante e dezenas de entidades da sociedade civil que se mobilizaram em protesto pela morte do jovem africano, no dia 24 de janeiro. O principal ato será neste sábado (5), em frente ao quiosque.

Na segunda-feira (31), por iniciativa do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras, IPCN, foi realizada uma plenária junto a entidades e militantes negros em busca de respostas à morte brutal do refugiado Congolês. A atitude racista e brutal aconteceu no dia 24 de janeiro, em um quiosque na Barra da Tijuca, local nobre da Cidade do Rio de janeiro, levando Moisë a morte.

Por cerca de três horas, foram debatidas diversas ações, dentre elas: apoio jurídico para acompanhar o caso nas esferas policiais e judiciais, uma carta de pesar e solidariedade à família, redação de notas de repúdio, além da realização do ato unificado, em frente ao quiosque Tropicália, neste sábado(5), no Posto 8, na Barra da Tijuca.

Entidades que estiveram presente na plenária: IPCN; MNE/Movimento Negro Evangélico; Educafro; Anistia Internacional Brasil; INAMUR / Instituto Nacional de Mulheres Redesignadas; MNU RJ; OIM/Agência da ONU para Migrações; Instituto Justiça Negra Luíz Gama; ANAN; UNEGRO RJ; Fórum de Mulheres Negras RJ; COMDEDINE; Denegrir; Portal Favelas; Movimento Federalista Pan Africano; Grupo Capoeira Angola Ngoma; FJUNN; CUT Rio/Secretaria de Combate ao Racismo; PUD/Psicanalistas Pela Democracia; Agbara Dudu; Frente Quilombola RS; Quilombo Allee/Berlim; CEDINE; Coletivo Afros Divas/ Niterói; SEPE/Lagos; MUHCAB; ASPECAB/CENIERJ; Levante Feminista; Secretaria Nacional de Direitos Humanos; Representação da ONU; CEAP; REAFRO; ENAFRO; ECOWAS Brazil Chamber of Commerce; Frente Favela Brasil; Frente Nacional Antirracista; Espaço Cultural África-Brasil e Artes- ECABA; Instituto Pensamentos e Ações para Defesa da Democrática – IPAD; FAMNIT - Federação das Associações de Moradores de Niterói; UBM; Casa Fluminense; Apadrinhe um Sorriso; Catedra Sérgio Vieira de Mello da PUC-Rio/ACNUR; associação cultural EGBE ILE ASE OLOYA TORUN; mojuba Urab Maricá; Rede Jubileu Sul; SINDSPREV/RJ; Projeto BAMBUZAL; Quilombo Cultural Urbano Casa do Nando; CETRAB-RJ; CETRAB- NACIONAL; Raízes 88; Advocacia Preta Carioca; LGBT+Movimento; Movimento Parem de Nos Matar; Rede de Comunidade e Movimentos Contra a Violência.

O líder comunitário da favela do Jacarezinho, Rumba Gabriel, fez um vídeo para as redes sociais chamando para o ato público de sábado, em frente ao quiosque Tropicáiia:


MANIFESTOS

Incorporado à iniciativa do IPCN, circula um manifesto nas redes sociais que já possui mais de 160 assinaturas de entidades raciais, de classe e de gênero, grupos sociais e políticos, lideranças populares e comunitárias. Eles afirmam toda a indignação da sociedade que se revolta contra esta barbárie que impera no país, em especial no Rio de Janeiro, onde policiais fascistas e a milícia dividem com traficantes e políticos corruptos a cena grotesca de constantes agressões aos direitos humanos, sobretudo contra a população negra, favelada e de periferia.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) é uma das organizadoras do ato em memória do imigrante congolês Moïse Kabagambe, de 24 anos, brutalmente assassinado, e convoca jornalistas e toda a população para que estejam presentes, manifestando o repúdio a esse ato bárbaro.

Em nota, assinada pelo presidente da ABI, Paulo Jerônimo, a entidade afirma que

“é preciso deter a onda de barbárie que cresce no país, estimulada por declarações do presidente Jair Bolsonaro, um defensor explícito da tortura contra seres humanos. Crimes como o que vitimou Moisë não podem passar em branco. Têm que ser denunciados de forma a que se criem na sociedade anticorpos para deter a ascensão do fascismo e para que se dê um combate sem tréguas ao racismo.” ABI

O Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro – COMDEDINE-Rio, uma

organização de consulta e integração entre governo e a comunidade negra carioca, divulgou nota exigindo uma investigação imparcial e conclusiva das autoridades policiais, assim como total transparência na condução do inquérito, tendo como base o fato de que estas constituem as bases morais de uma sociedade democrática. O COMDEDINE RIO entende que as políticas de segurança pública deveriam ser para salvaguardar a vida, inclusive de refugiados; que os autores desse crime hediondo (pois ele também foi torturado) não fiquem impunes.

(Matéria produzida com colaboração de Marcelo Dias)

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