ANF lança o livro "Novos rumos da comunicação comunitária no Brasil".


O livro "Novos rumos da comunicação comunitária no Brasil", organizado pelo jornalista e escritor André Fernandes, foi lançado na sexta-feira(5), numa comemoração realizada no Armazém do Campo, na Avenida Mem de Sá (Centro do Rio de Janeiro). O livro tem prefácio de Itamar Silva, do Morro Santa Marta, e apresentação de Ivana Bentes, professora da UFRJ.


Lançado pela ANF Produções, o livro aborda a função da comunicação comunitária na luta por justiça social, o que aumenta ainda mais a importância do acesso do público periférico ao livro, devido ao contexto atual de frequentes chacinas nas favelas cariocas.


O evento reuniu presenças de representantes de coletivos e destaques do Jornalismo comunitário. O Portal Favelas também se fez presente neste momento tão simbólico.



A coletânea conta com textos dos autores: Aldair Rocha, Alexandre Santini, André Fernandes, André Santana, Mara Rovida, Michelle Vieira, Patrick Granja, Renata Feital e Wellington Frazão.


Mônica Xavier que é Secretária Executiva da Agência de Notícias das Favelas (ANF), falou com o Portal Favelas sobre o lançamento do livro, " a importância de um livro como este é de fato mostrar que a comunicação que vem das periferias das favelas tem sua voz e tem sua importância. Essa comunicação é extensiva e abrangente, ela se renova a cada momento. A gente tem autores incríveis, são super importantes e tem uma bagagem, uma trajetória muito importante na Comunicação Comunitária. Vale muito a pena adquirir esse livro, ler e repassar para outras pessoas".


O Professor Adair Rocha que é um dos autores do livro e apresenta o programa “Roda Multicêntrica”, da TV Portal Favelas com belas entrevistas por meio do canal exclusivo do Portal, no YouTube, também contou sobre o lançamento do livro , que para ele na verdade vai para além da comunicação , e para além da perspectiva de comunitário .


Adair explica que o livro expressa uma relação política. Segundo o professor, "a gente vive numa cidade em que um terço dela é de favela e periferias. Certamente isso não é algo aleatório, é um projeto de cidade e de sociedade que faz com que a escravização permaneça ainda hoje. Porque o que existe, é uma sociedade que quer uma relação serviçal. Portanto, para manter isso, é preciso ter tanta gente fora daquilo que são políticas públicas reais, que não tem a mesma relação de competição para as escolas, que não tem o mesmo tipo de mobilidade urbana e tudo mais. Como se tudo isso fosse normal, é porque existe uma mídia que fala que isso é normal, que é uma mídia dominante na mídia comercial e daí por diante. Portanto o papel da comunicação comunitária é esse papel que se pode chamar de libertário no sentido de rediscutir que cidade é essa, que visão é essa que parece normal, mas que é a continuidade de um processo de escravização. Claro que isso então é a expressão do protagonismo da população negra, mas é sobretudo a perspectiva que uma população, propôs junto dela também os brancos, se não entenderem podem dançar profundamente", conclui Adair.


Para quem tiver interesse em adquirir o livro “Novos Rumos da Comunicação Comunitária no Brasil”, poderá encontrar à venda em livrarias nacionais e na Amazon.


Acessem também o site da Agência Nacional de Notícias das Favelas para adquirir o livro ou outros livros da Editora:


https://www.anf.org.br/editorial/

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