• Bárbara Nascimento

Uma negra no Oscar



O cinema mundial está de luto. A comunidade negra lamenta a morte do ator Chadwick Boseman, o herói de Wakanda. Embora não houvesse como não citar tamanha perda, uma vez que o assunto é a sétima arte, o conteúdo aqui pretende ser comemorativo. Afinal, Viviane Ferreira, cineasta negra, comandará o comitê que irá eleger o representante brasileiro para a disputa do Oscar de melhor filme internacional.


A baiana nascida na periferia de Salvador tem mestrado em Políticas de Comunicação e Cultura (UNB), cursou Cinema pela Escola de Cinema e Instituto Stanislavisky e Direito pela Universidade Paulista, com foco em direito do entretenimento. Além das formações acadêmicas, Viviane Ferreira exibe em seu currículo o fato de ser a segunda mulher negra a dirigir um longa metragem, “Um Dia com Jerusa”. Feminista, integrou o coletivo de juventude do Ceafro (organização de mulheres negras em Salvador) e presidiu a Associação Mulheres de Odun (organização de mulheres negras feministas). A cineasta, advogada e ativista fundou e preside a Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (APAN) e a Odun Filmes, produtora voltada para o audiovisual identitário.


Responsável por obras como “Pessoas – Contar Para Viver”, “Mumbi7Cenas pós Burkina” e diversos videoclipes e curtas documentais, Viviane Ferreira foi eleita por unanimidade, nessa última quinta-feira, para comandar o grupo seleto que irá apontar qual filme brasileiro está apto a disputar o Oscar.


Chadwick Boseman, ao receber um prêmio do Sindicato dos Atores pelo filme Pantera Negra, disse em seu discurso: "Ser jovem, talentoso e negro, que lindo sonho precioso. Em todo mundo, existem bilhões de meninos e meninas jovens, talentosos e negros. Devemos começar a dizer a nossos jovens que há um mundo esperando por você, que a missão está só começando". Viviane Ferreira acreditou nisso, repetiu e repete o mesmo para outros e outras negros e negras jovens e talentosos.








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