• Redação

Lição política na pandemia, futuro resultado eleitoral e tarefa central da esquerda revolucionária

Heitor Silva

Muitos acharam que o Gov. Bolsonaro era um episódio fortuito, fruto do impedimento artificial da candidatura da esquerda liberal o Sr. Lula, no entanto, a pandemia foi o critério da verdade. Apesar da transloucada política sanitária adotada que já resultou em mais de 120 mil mortos, a popularidade do Presidente aumenta. Isso caracteriza que sua eleição não foi um acaso, sofremos uma derrota ideológica. Para comparar foi como na eleição do Collor e as subsequentes do Fernando Henrique Cardoso em que a população comprou o discurso neoliberal e aplaudiu sua aplicação. Derrotas desta natureza dão a quem está no comando das ideias vitoriosas uma enorme capacidade de resistência, porque a maioria da população vai lhe dar crédito e tempo para acertar, ou só irá se desgarrar depois de muito evidente que os conceitos que sustentaram o governo não dão conta dos problemas que afligem a população.

Qual a tarefa neste momento de derrota ideológica? Expor os erros de condução da política pelo governo e organizar os mecanismos que podem se opor a hegemonia, privilegiando aqueles que não podem ser reféns de políticas públicas, leia-se verbas públicas, porque estes quando o governo abre o cofre não tem mais nada a dizer. A centralidade deve ser em movimentos onde a contradição é insolúvel no capitalismo, só vemos dois: sindicatos e reforma agrária. No entanto, para poder centrar fogo nos sindicatos e nos movimentos de reforma agrária é preciso que os militantes da esquerda percebam a insuficiência da política parlamentar e das lutas jurídicas como arena e deem as costas aos “loucos por cargos” que fazem disso o centro da existência da esquerda. Assim a luta é de médio prazo e passa por desacreditar e derrotar ideologicamente primeiro a esquerda liberal, quando esta etapa estiver concluída teremos os instrumentos: sindicatos, centrais sindicais e movimentos pra derrotar a extrema-direita. Não existe caminho fácil nem atalho na luta de classes!


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