Estado cede imóvel para abrigar Casa Nem


A saga de uma sede para a Casa Nem parece estar chegando ao fim, após perderem sua sede temporária em Copacabana, em agosto: Em nota, as secretarias de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos e das Cidades, cederam nesta sexta-feira (dia 11 de setembro), um imóvel no Flamengo, na Zona Sul do Rio. 



Indianara Siqueira, coordenadora da Casa Nem



A nova sede da organização - que abriga pessoas LGBTQI+ em situação de vulnerabilidade social - conta com seis quartos, dois banheiros, sala e cozinha. A parceria terá duração de cinco anos, podendo ser prorrogada por mais cinco anos.


Atualmente, a Casa Nem abriga 26 pessoas, em sua maioria transexuais e travestis, e desenvolve programas sociais que atingem direta e indiretamente mais de 100 pessoas.


A secretária de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Cristiane Lamarão, ressaltou a importância deste novo abrigo para a população LGBT+: “A comunidade LGBT é a que mais sofre com o abandono dos familiares e a invisibilidade da sociedade. Entregar esse novo espaço de acolhimento é apoiar e dar continuidade a uma causa tão nobre,”afirma Lamarão.


De acordo com Thiago Miranda, subsecretário de Direitos Humanos e coordenador do Programa Rio Sem LGBTIfobia, o Governo do Estado não poderia ficar inerte perante a situação da Casa Nem: “Enquanto poder público estadual, não poderíamos nos omitir não prestando assistência a população LGBTI da Casa Nem. Abrigamento não é nossa responsabilidade, mas abraçamos a causa de fato. Depois da luta de muitos, articulação e parcerias vamos resolver definitivamente esse problema”


“Os moradores da Casa Nem precisam de acolhimento e segurança. Sabendo da urgência do assunto, o Governo do Estado em tempo recorde organizou a burocracia necessária para permitir a cessão de um dos nossos imóveis para atender esta demanda. Vamos levar um pouco de tranquilidade para pessoas que realmente precisam e esperamos estar contribuindo para uma sociedade mais igualitária.”, explica Juarez Fialho, Secretário de Estado das Cidades.

 

O Disque 100 registrou 529 denúncias de assassinatos de LGBTIs entre 2011 e 2018. O canal também recebeu outros tipos de denúncias no mesmo período. Foram 16.326 casos relatando 26.938 violações. A violência física continua sendo a denúncia mais frequente por parte da comunidade LGBT. O Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo.

O Portal Favelas é uma construção coletiva de moradores de favelas, para falar de e para as favelas, por meio da integração dos diversos canais de comunicação locais ou regionais.

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