• Redação

Como o racismo mata crianças pretas tratadas por médicos brancos

Um estudo, publicado na revista científica americana National Academy of Science, mostrou que a mortalidade de recém-nascidos negros reduz à metade quando tratados por médicos negros. A pesquisa, feita por três universidades dos Estados Unidos, apontou que a quantidade proporcional de mortes entre bebês negros no país é três vezes maior do que a de bebês brancos. Mas, quando essas crianças são atendidas por médicos negros, a mortalidade reduz à metade. Entre os bebês brancos, a raça dos médicos não interfere na quantidade de mortes.



“Esta é a primeira evidência do efeito da concordância racial entre médico e paciente na diferença de mortalidade entre negros e brancos. À medida que buscamos fechar lacunas raciais persistentes para a questão do nascimento, essa descoberta é bastante importante”, defende a coautora da pesquisa e professora da Universidade de Minnesota, Rachel Hardeman


Os pesquisadores examinaram dados de 1,8 milhões de bebês nascidos no estado da Flórida entre 1992 e 2015, bem como informações sobre os médicos que os trataram. “Nós concordamos que o parto é um ambiente onde as disparidades raciais são particularmente graves”, afirmam na conclusão do estudo. Para os cientistas, o desenvolvimento de demais pesquisas sobre essa temática são essenciais na luta contra o racismo e a disparidade racial na saúde.


Racismo mata.

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