• Bárbara Nascimento

Denuncie por Whatsapp abusos cometidos por policiais durante a operação no Alemão

Atualizado: Mai 17


Foto: Google imagens


A mídia, alertada por moradores do Complexo do Alemão, divulgou imagens e áudios impactantes que evidenciaram que a luta pela sobrevivência na favela é todo dia. Enquanto busca-se a cesta básica doada por campanhas solitárias, o favelado esquiva-se da bala. A operação policial ocorrida naquele território, ontem, 15/5, aumentou o número de mortos na pandemia. A causa é o genocídio imposto pelo Estado.

É como se imputassem ao morador de favela a escolha sobre a foma que irá morrer: pela ausência de comida no prato ou pelo disparo bélico. Nossas vidas são ameaçadas não apenas por um inimigo invisível, como é o caso do coronavírus. Matam-nos de diversas formas; cumprem a necropolítica. No mesmo momento em que os favelados aguardavam o fim da operação policial para a retirada de corpos de vítimas de COVID-19, mais outros tombavam pela insensatez da política de segurança do governo do Estado do Rio de Janeiro.


Houve confrontos também no Jacarezinho, São Carlos e Cidade de Deus. Vários outros territórios periféricos vivenciaram esse cenário e não puderam denunciar. É inadmissível ações policiais em plena pandemia!

No Complexo do Alemão treze pessoas foram assassinadas. Houve interrompimento do abastecimento de luz em várias áreas da localidade. Moradores denunciaram em redes sociais agressões por parte de policiais. Um policial foi baleado. Quem é morador de favela sabe, quando um agente do Estado é atingido, o caos se intensifica. Há vingança. O morador é alvo.


A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Alerj disponibilizou um número de whatsapp para quem tiver informações ou provas de abusos cometidos por policiais, durante a operação no Complexo do Alemão. Para denunciar, basta enviar mensagem, áudio ou vídeo para o número: (21) 99670 -1400. O sigilo é garantido.


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